Opções B3

Dividendos deixam você mais pobre (ou menos rico) em empresas boas!

TL;DR: em empresas com P>VPA e portanto ROE>earnings yield, como é o caso da maioria das empresas boas, você terá mais patrimônio com ela retendo lucros e reinvestindo e menos patrimônio recebendo dividendos e comprando mais ações dela.
Se alguém de vocês já leu as letters do Buffet, leu o seguinte na carta de 1992: "the best business to own is one that over an extended period can employ large amounts of incremental capital at very high rates of return."
Essa frase inspirou a simulação do tópico.
Vamos partir de três empresas boas com ROE de 15% cada uma, sem dívidas, cada uma atuando dentro de uma franchise*, ou seja, com vantagem competitiva durável e possibilidade de reinvestir dentro de core business ou negócios adjacentes na mesma taxa de retorno (ou seja, patrimônio adicional aufere mesmo ROE). Em resumo: empresas BOAS, cujo destino vai ser alterado só pelo payout. Todas com histórico até hoje parecido, mais de 5 anos de lucros consistentes, setores comparáveis, small caps com amplo espaço para crescer e negociadas nos seguintes parâmetros: LPA 0,375, P/L 14, VPA 2,5, Preço por ação 5,25 (parâmetros aleatórios consistentes com qualquer empresa da bolsa). Então cada uma coloca um compromisso diferente no estatuto:
Você pode até imaginar que são empresas idênticas, a mesma empresa com mesmo nome e produtos, apenas em 3 universos paralelos, em cada universo tiveram uma política diferente de dividendos. Tudo nelas é idêntico, o sucesso delas vai ser o mesmo (cada real retido na empresa vai retornar o mesmo ROE em termos de incremento de lucro).
Você tem R$5.250 para comprar mil ações de alguma delas e segurar por 30 anos, qual compra? Qual delas vai ter maior retorno após 30 anos - considerando reinvestimento de dividendos para as que pagarem? Será que é tudo igual se reinvestir os dividendos? Quem é caçador de investimentos voa direto na de 6,8% de yield igual mosca buscando esterco, mas termina como?
Segue o resultado final.
Segue a evolução ao longo do tempo.
A conclusão é óbvia: o pagamento de dividendos fez os acionistas de B e C mais pobres em relação à A. Quem caçar dividendos vai se agarrar na empresa C e perder dinheiro.
São exatamente as mesmas empresas. Mesmos parâmetros iniciais e mesmo sucesso no reinvestimento do lucro, a única diferença é a taxa de retenção e reinvestimento do lucro no próprio negócio. A empresa A, que reteve e reinvestiu todo o lucro entregou 66x o capital, típica empresa de crescimento. Já a empresa B que pagou quase tudo em dividendos entregou 9x mesmo usando a totalidade dos dividendos para comprar mais ações.
Por que isso aconteceu com as empresas? O acionista da Empresa C terminou com mais de 7 mil ações dela, mas de uma empresa com LPA de apenas 0,47 pois não havia capital para investir na expansão dos negócios. Já o acionista da Empresa A terminou com as mesmas 1000 ações, mas com LPA de 24,83 pois reinvestiu no negócio.
O reinvestimento dos dividendos entrega menos valor que a simples retenção primária na empresa pois é raro uma empresa boa ser listada com P/VPA de 1 ou menos, e qualquer múltiplo maior que 1 significa que receber dividendos e comprar mais ações será desvantajoso frente à empresa reter e reinvestir diretamente. Claro que alguém pode garimpar algum exemplo de empresa boa que em algum momento não esteve negociada assim, tanto faz, em 99% do tempo vão ter essa característica e a mensagem se mantém. E eu ainda fui bem conservador nos múltiplos, na prática quanto melhor for a empresa mais os dividendos vão te deixar pobre pois os múltiplos na prática são mais esticados que os do exercício, o que aumentaria a diferença. Ou seja: quanto melhor a empresa, mais a retenção do lucro vai ser vantajosa e o dividendo vai ser desvantajoso.
Vou repetir para quem não leu direito: quanto melhor for a empresa mais os dividendos vão te deixar pobre.
E se depois de 30 anos todas começam a pagar 90% de payout (A e B atingem maturidade)? Segue o resultado de renda passiva anual que cada uma daria com payout de 90%:
Dividendos significam menos dividendos futuros.
Ou seja, quem ficou caçando dividendos terminou com menos renda de dividendos. Isso já é fenômeno conhecido em análise de empresas de crescimento. Essa é a cereja do bolo: se o seu objetivo é maximizar dividendos, não fique caçando dividendos. Empresas boas de crescimento terminam pagando mais dividendos em sua maturidade.
Segue a memória de cálculo para fins de referência: https://i.imgur.com/l8KbzkZ.png
A empresa C poderia alavancar com dívida para crescer mesmo com payout alto? Poderia. Mas para manter a comparação justa, fazendo a mesma alavancagem nas outras duas empresas vai fazer a C perder da mesma forma pois o total de reinvestimento próprio + terceiros ainda seria menor na empresa C. O exercício é sem dívida e sem inflação para simplificar o exemplo, mas pode colocar dívida e inflação no meio que haverá o mesmo resultado. Pode fazer a cotação ser uma senóide em volta de preço junto que vai ser o mesmo resultado. Pode considerar teste de sensitividade para diversos cenários de juros afetando valuation que vai ser o mesmo resultado. A empresa que retém todo o lucro e reinveste com alto retorno vai entregar mais retorno ao acionista que outra que, ceteris paribus, paga muitos dividendos.
Isso não é invenção minha, já é conhecimento difundido. Eu apenas fiz um exemplo ilustrado e um título chamativo mas verdadeiro. Sempre dizemos que dividendos tanto faz, na verdade é até pior: em empresas boas dividendos te deixam mais pobre que não-dividendos se a empresa podia reter e reinvestir.
Sempre que uma empresa paga dividendos, seja por razão real de negócios como não ter projetos de investimento atrativos, ou por uma razão externa aos negócios como acordo de acionistas ou controlador quebrado exigindo dividendos (lembram da OI? Eletrobrás?), ela estará gerando menos valor ao acionista que o best business to own que retém TUDO e reinveste. E ainda falando em Buffet: a Berkshire Hathaway foi uma máquina de fazer milionários justamente por ser uma máquina de reter capital e reinvestir bem. Se pagasse dividendos não teria nem perto o crescimento histórico que obteve.
Isso não é difícil de verificar no mundo real como acontece. Quantos de vocês já trabalharam em setor financeiro ou consultoria em alguma empresa real? Quem já teve qualquer contato com as aprovações de investimentos para o ano seguinte sabe que é comum ver TIRs acima de 20%, sejam em projetos pequenos como o retrofit de uma máquina, sejam em projetos grandes como nova fábrica, nova linha de produtos, comprar um concorrente, etc. A questão é: as opções de investimento atrativo em uma empresa costumam ser maiores e com melhor retorno que as opções que um pequeno investidor vai ter diante de si no mercado de capitais, e a empresa só deve pagar dividendos caso tenha excesso de caixa e não tenha nenhum projeto atrativo na relação risco-retorno para o presente ou no horizonte próximo.
"Aaaaaaaaah mas não pode usar mesmo P/L em todas", tudo bem, tanto faz, não muda nada. Se botar P/L 40 para A, 15 para B e 10 para C os ganhos finais resultam em A 66x, B 23x, C 19x. A mensagem se mantém. Mesmo com dividend yield de 9,5% nesse caso a empresa que paga mais dividendos ainda retorna menos de 1/3 que a empresa A.
E quem precisar de fluxo de caixa? Fazer vendas mensais da empresa A desde o primeiro período, no mesmo valor líquido (após IR) dos dividendos da empresa C (ou seja, entregando mesmo fluxo de caixa líquido para o investidor usufruir) mesmo assim termina com mais patrimônio no longo prazo. Só fica atrás nos anos iniciais.
Mas então por que existe a tara por dividendos? Simples: por motivos históricos e viés psicológico.
  1. Motivos históricos mundiais: no passado os balanços das empresas não eram exatamente confiáveis, as auditorias não eram exatamente precisas e o dividendo era a única materialização confiável do direito econômico do acionista. Junto com o lucro contábil dos últimos 10, 15 ou 20 anos era sempre observado também o dividendo por ação, que para uma empresa ser considerada boa devia ser pago todos os anos, em quantidades crescentes. Já fazem algumas décadas (mais nos EUA, menos no BR) que não é necessário se agarrar a dividendos, os balanços são suficientemente confiáveis para serem usados como parâmetro. Essa tara já caiu nos EUA principalmente pela taxação de dividendos, pagar dividendo destrói valor quando comparado com recompra (e para lá nos vamos, aparentemente, no Brasil em breve).
  2. Motivos históricos no Brasil: nos '70 e '80, com inflação galopante, a análise de balanços era sempre muito mais difícil e prejudicada, e nosso mercado de capitais era um ovo, com enormes distorções. O que havia de concreto era calcular dividend yield em dólar. Por que deu certo? Justamente por época de grande incerteza e mercado de pouca liquidez haviam enormes distorções, era comum pegar empresas com 20%+ de yield em dólar, distorções que não existem mais. Eu já ouvi dinossauros da bolsa me falando em yields de 20% e achava que era história de pescador, só acreditei depois de ler o livro do Décio Bazin que mostra justamente isso (livro recomendado a todos, peça de história do mercado de capitais nacional).
  3. Viés psicológico: o dividendo é fácil de visualizar, ele está na sua conta, aumenta seu saldo. Você acha que ganhou alguma coisa. É o clássico "o que se vê". O lucro retido e reinvestido não tem uma fácil visualização como essa e nem aumenta o saldo da sua conta aqui e agora, é "o que não se vê", mas aumenta seu patrimônio futuro na medida em que os projetos nos quais a empresa investiu vão dando resultado.
Finalizo comentando que, como o próprio Buffet comenta na letter de 1992, empresas capazes de empregar quantidades crescentes de capital com alta taxa de retorno são raras. O mais comum são as empresas de alto retorno acabarem precisando de pouco capital (ou se não pouco, menos do que geram sozinhas). Porém as poucas que conseguem isso são as que entregam 50, 100, até 1000x no longo prazo. A melhor forma de ter elas na carteira é tendo uma carteira diversificada, não tentar adivinhar nada.
AVISO AOS BURROS: não é pra se deslumbrar com isso e considerar que payout correto é 0,00%. Se a manada 1 corre atrás de dividendos, não seja a manada 2 que quer ir contra mas termina perdendo mais ainda. Dividendos não são ruins nem bons per se. A empresa reter e investir com sucesso gera mais valor - mas isso pode não ser possível para aquela empresa naquele momento. A decisão correta depende da gestão. Se não há projetos - de todos os níveis, sejam operacionais, táticos ou estratégicos - com taxa de retorno atrativa frente aos riscos a empresa vai devolver o lucro aos acionistas na forma de dividendos e isso é o correto a fazer. Além disso algumas empresas trabalham crescimento com dívida e pagam boa parte do lucro em dividendos (ex: Taesa, Fleury, etc), também não quer dizer ser necessariamente ruim nem bom, se a empresa não tiver projetos nos quais aplicar o capital adicional que a retenção traria (além do que já investiu com alavancagem) então está correto pagar, caso contrário está destruindo valor. O resumo é: invista em empresas boas em cuja gestão você confie, dessa forma não importa se pagar ou não dividendos, você ao se tornar sONcio aceita que estão tomando a melhor decisão naquele momento.
* há teorias que indicam que crescimento fora de franchise, fora de vantagem competitiva durável, é meramente empilhar capital portanto sem valor econômico real, por isso do exemplo usar essa condição.
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Custo de Vida região de Lisboa

Gostaria de saber dos amigos lusos qual seria o custo de vida médio de um homem solteiro morando sozinho em apartamento simples em Lisboa e região. Sei que cidades menores ao redor da capital Portuguesa podem ser mais acessíveis, também as considero boas opções.
Obviamente, a parte de entretenimento varia de acordo com cada pessoa. Minha pergunta foca mais nas coisas básicas para viver: aluguel, compras no mercado, transporte (carro próprio ou UbeTaxi) e etc.
Agradeço desde já quem puder me ajudar.
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IPO Pague Menos

IPO Pague Menos
Boa semana a todos,
Normalmente sou bem reticente em relação a IPOs, porém sinto falta de mais opções no segmento de saúde em meu portfolio. Achei interessante o prospecto de incluir a Pague Menos. Os números dos últimos 3 anos parecem razoáveis, mas não apresentam crescimento. Segundo o documento da emissão, o intuito do IPO é levantar capital para financiar uma expansão em um contexto favorável pós-covid. Gostaria de saber o que os colegas pensam a respeito. Obrigado.

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O Brasil e o mundo

Trabalho com consultoria e já trabalhei em quase 30 países espalhados pelo mundo. Como vou sozinho e trabalho com a equipe local, acabo mergulhando na cultura de uma maneira bem diferente do que um turista faz. Durante as viagens as comparações com o Brasil são inevitáveis. Decidi compartilhar minhas experiências como retribuição de tudo que já aprendi e ri neste sub, também na esperança de ter uma conversa saudável durante esta loucura de 2020.
Separei por tópicos para facilitar a leitura.
Obs: quando digo "Ásia" entenda a Ásia em sua parte desenvolvida (Japão, Coréia do Sul, China, Singapura, etc) e não a Ásia como um todo.
[VIOLÊNCIA] Em nenhum país tive a sensação de violência urbana tão presente quanto no Brasil, muitas cidades têm sua "no go zone" mas no Brasil geralmente as cidades têm bolhas de segurança e no resto é bom ficar atento. Moçambique é extremamente pobre porém tem uma zona urbana mais segura que o Brasil. Países muçulmanos são extremamente seguros mas a extorsão rola solto, quer dizer, tem roubo estilo "flanelinha" mas não tem assalto com violência ostensiva. As cidades da costa oriental da China são extremamente seguras, mais do que Europa e EUA. Só quando você sai do Brasil e consegue relaxar nas ruas é que percebe o quanto a vida urbana no Brasil é estressante, você praticamente está o tempo todo calculando o perigo e avaliando qual a chance do cidadão perto de você ser um bandido.
[NEGÓCIOS] Pior país que já fiz negócios na vida foi a Venezuela, foi tão ruim que tivemos que fechar o contrato com uma empresa sediada no Panamá que possuía os meios de operar dentro da Venezuela (a Venezuela também foi o único caso que tive que fazer o trabalho remotamente porque já em 2015 não dava para ir pra lá). O segundo pior lugar foi a Argentina, você tem que aumentar muito o preço porque pra mover o dinheiro de lá para o Brasil é uma quantidade absurda de impostos, é muito demorado e toda a operação é feita em Pesos, ou seja, cada dia de atraso é a inflação que come. Entretanto quando o preço é muito alto o cliente não consegue pagar logo a margem de lucro é tão baixa que quase não compensa operar na Argentina. O Brasil tem uma fama terrível entre os países de primeiro mundo que acham um absurdo ter que contratar um brasileiro (famoso despachante) para conseguir andar com a documentação (alvarás, licenças, impostos, etc). Normalmente países com bom ambiente de negócios têm regras claras, estáveis e muita informação disponível de modo que um estrangeiro consiga lidar com a papelada. Muçulmanos são folgados e abusados, pedem coisas ridículas para fechar um contrato, por exemplo, um cliente árabe exigiu que ele e a equipe dele tivessem um treinamento de 3 dias em Paris, com as despesas pagas por nós!
[AMBIENTE DE TRABALHO] Melhor ambiente de trabalho que vi até hoje foi na Europa ocidental, o pessoal trabalha de maneira eficiente e sem a loucura de muitas horas de trabalho que vi nos EUA e na Ásia. Na França e na Noruega por exemplo a cultura workaholic não é bem vista e ficar depois do horário pode significar que você não trabalhou de forma eficiente para terminar no prazo. Em países desenvolvidos o material de trabalho é abundante e acessível e você não precisa ficar mendigando para conseguir um mouse, um segundo monitor, um PC decente ou até um simples grampeador. Na Europa a hierarquia é levada a sério (nos EUA depende muito da empresa), o chefe não é seu colega de trabalho. Na Ásia a hierarquia é levada ao extremo, cada um socializa com alguém do mesmo nível, chefe e subalternos não sentam à mesma mesa no restaurante da empresa e eu era o único a dar "bom dia" pro porteiro que sempre me respondia se curvando sem me olhar. Para os asiáticos cada um faz seu trabalho e acabou, não precisa de "bom dia". No Rio de Janeiro TODOS os dias meu trabalho começava com atraso porque a equipe não chegava, a hora do almoço era de 2h e o pessoal saía mais cedo, no final reclamaram que meu workplan foi muito corrido e não deu tempo de concluir tudo. Na Alemanha TODOS os dias o trabalho começou 9h em ponto com a equipe completa e um dia um engenheiro chegou atrasado, 9:05, ele era mexicano.
[RACISMO] O ser humano tende a ser racista e vai ser sempre assim. O Brasil é (ainda) um oásis neste ponto. Quem fala que o Brasil é racista não sabe o milagre que é termos japoneses, europeus, libaneses, negros, índios e chineses convivendo e se casando sem isso ser um problema, no máximo com piada de mal gosto e preconceito social se o sujeito for pobre. Na Coréia/China/Japão eles consideram indianos e outros asiáticos do sub continente como não civilizados, nem vou comentar o que eles pensam de negros porque isso já foi bastante divulgado. Falando em negros, por mais estranho que possa parecer para alguns, os únicos no mundo que se importam com os negros são os ocidentais. Europa Leste, Ásia, Oriente Médio e os muçulmanos do norte da África estão pouco se lixando para os negros. Os Negros dos EUA são até o momento o grupo mais racista que já tive contato, fiquei alguns dias hospedado em uma vizinhança de negros em Chicago, fui xingado pra caramba na rua um dia e tratado com extrema grosseria várias vezes, até na igreja.
[TURISMO] O melhor lugar que já fiz turismo foi no Sul da França: Pirineus de um lado, Alpes do outro, Côte d'Azur embaixo, campos de lavanda e vinhedos no meio. A França é um país muito focado em turismo, os preços são claros (colocados na porta do restaurante sem nenhuma cobrança extra ou pegadinha), as igrejas não cobram pra entrar e as informações para o turista são claras e abundantes mesmo em lugares afastados. O clima é temperado e qualquer estação do ano você tem algo excelente para fazer (montanha ou praia). Com inglês e espanhol você se vira muito bem e ao contrário dos parisienses o povo é bem receptivo no interior do país. Se não quer ir tão longe um excelente destino é o Chile, dentro da América do Sul é o mais perto que se pode chegar de um país desenvolvido. Dentro do país eu recomendo Ouro Preto, é um lugar excelente e único no mundo.
[SOCIEDADE] Em geral as pessoas são muito parecidas em qualquer lugar do mundo mas se expressam de maneira diferente. Outra coisa que observei é que quem faz o país é o povo, não teve um lugar que eu estive em que o povo não refletisse o país nos mínimos detalhes, quanto mais atrasado o país menos o povo segue regras de trânsito, maior é a malandragem (das ruas e da classe média em ambiente corporativo) e sempre estão tentando tirar vantagem de você já começando no aeroporto. E finalmente : taxista é sempre uma desgraça em qualquer lugar, isso é invariável.
[PANORAMA GERAL] O Brasil é um país médio, longe de ser desenvolvido e longe de ser uma desgraça. O pior do Brasil é, de longe, a violência. Muita gente de muito talento sai do país sem querer voltar por causa da violência. Pobreza e crise econômica a gente tira de letra mas medo de morrer por causa de um celular é uma coisa fudida, seu bem maior é a vida. Por causa da fuga de cérebros para o exterior e para o interior de concursos públicos sem finalidade produtiva eu tenho perspectivas negativas para o futuro do Brasil. Entretanto o Brasil não é um país fudido, as instituições são meio vacalhadas mas em geral funcionam, existe ciência de ponta sendo feita (com muita raça) e existe no país opções de saúde que, apesar de não contemplarem toda a população com a qualidade desejável, ainda consegue fazer o mínimo. Para vocês terem uma perspectiva do que é lugar ruim, em Moçambique eu dei consultoria em uma das maiores estatais do país, reparei que os funcionários (que eram classe média local) faziam fila depois do expediente para encher garrafas de água no filtro. Depois de algumas perguntas descobri que eles estavam sem acesso à água potável. Imaginei que se isso acontecia em Maputo, capital federal que concentra boa parte da riqueza, o que seria a vida nos cantos mais esquecidos do país. Fica para você pensar : não importa aonde você esteja no Brasil, tem alguém no mundo que sonha em viver como você.
Tl;dr: baseado nos países que conheci, fiquei comparando com o Brasil e fazendo análises sem pretensão de estar certo.
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Resenha Pré-jogo: Corinthians x Bahia

Salve galera! Aqui é u/VonNaturAustreVe do time moderação, essa aqui e a thread de pré-jogo!!!
O timão volta a entrar em campo na noite desta quarta-feira. Às 21h30, a equipe alvinegra recebe o Bahia, na Neo Química Arena, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Com a derrota para o Fluminense no último domingo, o Timão seguiu com os mesmos nove pontos, mas caiu para a 15ª colocação da competição nacional. Portanto, um triunfo do time de Dyego Coelho na capital paulista é fundamental para se distanciar da zona de rebaixamento.
O responsável pelo apito em Itaquera é Wagner do Nascimento Magalhaes, do Rio de Janeiro. Nas bandeiras, Daniel do Espirito Santo Parro e Thiago Rosa de Oliveira auxiliam o juiz. O quarto árbitro Thiago Lourenço de Mattos fecha a equipe de arbitragem. O VAR fica por conta dePathrice Wallace Corrêa Maia.
A torcida do Timão conta com duas opções de transmissão ao vivo: a TV Globo, na grade aberta, e o canal Premiere, do pay-per-view.
Assim que sair a escalação coloco ela aqui :)
submitted by VonNaturAustreVe to Corinthians [link] [comments]

Quais são as melhores unis para gestão sem serem Lisboa/Porto?

Infelizmente não tenho capital suficiente para estudar em Lisboa/Porto sem dar o ataquezinho aos meus pais.
Após ver estatísticas parece que as unis do Algarve têm uma taxa de empregabilidade alta comparando com outras unis fora das grandes áreas metropolitanas, o que me deixa um bocado confuso visto que as médias de entrada são das mais baixas do país. Talvez seja puramente devido à localização?
Gostaria de saber, na vossa opinião, quais são as melhores opções.
PS: Já ouvi dizer também que não compensa ir para gestão caso seja fora de Lisboa/Porto, consideram que é o caso?
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Organização Financeira Pessoal - Dúvidas

Olá a todos,
Esta é a minha estreia por aqui. Embora seja novato no reddit, tenho lido bastante os post colocados sobre finanças pessoais, bem como foruns, videos e artigos da internet sobre o tema. No entanto, gostaria de uma opinião geral acerca de algumas questões/decisões a nível de gestão financeira pessoal. Começando por dar uma breve descrição da situação:
- Tenho 28 anos e sou licenciado em Gestão de Empresas, c/mestrado em Controlo de Gestão, pelo que temas como mercados, instrumentos e gestão financeira não me são desconhecidos. Vivo em casa dos pais e estou solteiro.
- Trabalho na área há 5 anos, tendo começado por uma PME onde estive durante 3 anos e meio. Mudei para uma empresa de grande dimensão há cerca de 1 ano e meio, para a função de controller, passando de 900€ para +- 1.200€/mês líquidos. Neste momento recebo cerca de 1.300€/mês.
- Do que recebo, consigo poupar entre 700 a 900€ mês, com uma vida sem grandes gastos mas tranquila. Gosto de fazer as minhas viagens anualmente (1 pequena e 1 grande), pois considero-as um investimento pessoal.
- O primeiro grande investimento (pós-formação) que fiz com as poupanças feitas desde criança foi comprar um carro (16.000€), onde paguei cerca de 9.000€ a pronto. Tive a felicidade de os meus pais me emprestarem os restantes 7.000€, pelo que não tive de pagar juros. Fiz a aquisição há cerca de 3 anos. Não me arrependo, uma vez que gosto bastante do carro. Visto fazer 70km por dia para trabalhar, convém ter um carro minimamente decente. Mas talvez hoje tivesse optado por algo mais em conta e que servisse os mesmos propósitos.
- Depois de pagos os 7.000€ aos meus pais, defini que juntaria o montante de 15.000€ e pensaria então em investir. Atingi esse valor em Abril deste ano. Foi quando comecei a investigar quais as opções de investimento e (de forma certa ou errada) decidi avançar. Assim sendo dividi os "ovos" da seguinte forma:
  1. Fundo de Emergência: 6.4000€ dos quais: 5.000€ no Bankinter conta ordenado, de forma a aproveitar os juros de abertura de conta + 1.400€ em conta à ordem, líquidos e de forma a utilizar imediatamente para fazer face a qualquer emergência;
  2. ETF (Trading 212): coloquei 2.000€ no IWDA + 250€ no EMIM. No entanto estou a ponderar converter tudo em IWDA, por considerar mais estável em termos de retorno a longo prazo. A ideia será fazer um reforço mensal de 250€;
  3. Fundo Inv. Imobiliário (CA Patrimonio Crescente): 7.000€, dos quais pretendo ir fazendo reforços periódicos de 2.000/3.000€. A ideia será ir juntando o que sobra da equação "Salário - Despesas - Reforço de ETF", e reforçar o Fundo quando chegar aos montantes atrás mencionados. Penso que o consigo fazer, mais ou menos, de 5 em 5 meses.
- Uma opção em cima da mesa é "reorganizar" o meu pequeno portefólio, investindo em imobiliário. Na minha zona de residência os apartamentos estão na ordem dos 70.000€ e a procura por arrendamento é bastante (a 40 min de Lisboa e mais barato). Posso dizer que um conhecido meu comprou dois apartamentos, e no espaço de dois dias já estavam arrendados. A ideia seria dar uma entrada inicial de 7 a 10k , contrair um empréstimo para o restante e arrendar. Assim, este seria um imóvel que se pagaria a ele próprio no longo prazo.
- Relativamente a ir morar sozinho, é uma opção que equaciono há já algum tempo. No entanto queria aproveitar até aos 30/32 (ou até a minha condição de solteiro o permitir) para juntar mais algum capital, uma vez morar sozinho representará uma redução nas poupanças mensais de 55/70% para uns 20/30%. Para alem disso tenho alguns investimentos relacionados com a saúde, que pretendo fazer a curto prazo e antes de sair de casa dos pais. Ainda tenho algum tempo para refletir sobre a questão mas, em principio e quando acontecer, irei optar inicialmente pelo arrendamento. Assusta-me um pouco o facto de comprar casa e ficar "preso" (financeira, pessoal e profissionalmente) a um determinado local. Embora um dos meus objectivos a L.P. seja comprar casa, não sei o dia de amanhã e por isso prefiro fazê-lo numa fase mais estável e avançada da minha vida (talvez por volta dos 35 anos).
Penso que não estou num mau caminho para ter uma vida financeira tranquila, tendo em conta a minha idade e condição. No entanto gostaria de ouvir algumas opiniões/conselhos externos e uma análise mais abrangente das decisões tomadas e que pretendo tomar no futuro. Peço desculpa pelo testamento!
Obrigado!
submitted by OSJP16 to financaspessoaispt [link] [comments]

Ganho de capital investimentos no Exterior

Olá a todos!
Nas últimas semanas tenho estudado sobre como investir nos EUA e os cuidados que temos que ter com relação à declaração de imposto de Renda, a parte de dividendos e declaração de bens e direitos é algo que parece bem direto e há bastante conteúdo explicando, porém quando falamos de ganho de capital eu ainda fiquei com algumas dúvidas, então vou colocar um exemplo para tentar ilustrar minha questão.
Digamos que eu compre 100 ações da Apple a US$ 100,00 com o dolar no dia da compra a R$ 5,00 e no próximo mês eu venda essas 100 ações a US$ 120,00 com o dolar no dia da venda a R$ 5,20. Então eu fico com o seguinte cenário:   Compra: US$ 10.000,00 * R$ 5,00 = R$ 50.000,00 Venda: US$ 12.000,00 * R$5,20 = R$ 62.400,00   Diferença em dolares: US$ 2.000,00 Diferença em reais (considerando cambio): R$ 12.400,00   Agora aqui vem as questões:   1- Considerando que o dinheiro da aquisição eu consegui devido a ganhos aqui no Brasil (Salário, outros investimentos, etc), quando for lançar no programa da receita eu considero essa transação como Rendimentos auferidos em Moeda nacional, correto? Eu vi materiais conflitantes na internet sobre esse assunto, mas a maioria aponta que seria dessa forma. 2- Caso eu reinvista os US$ 12.000,00 que ficou na minha conta, seria correto afirmar que eu tenho US$ 10.000,00 auferido em moeda nacional (considerando que ponto 1 está correto) e US$ 2.000,00 auferido em meoda estrangeira? 3- Com relação à isenção de R$ 35.000,00, ela é valida apenas para Ações e ETFs ou operações com opções também entram nessa isenção? 4- Eu não encontrei nenhum material sobre como operações de opções no Exterior são consideradas durante declaração. Imagino que isso significa que o trabalho fiscal não vale a pena para o possível ganho, alguém tem alguma experiência com esse tipo de operação?   Estou querendo pegar o máximo de informação possível, mas sei que em algum momento eu vou ter que conversar com um contador especializado para descomplicar essa complicação toda.   Desde já agradeço a todos :D
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Basicão de investimentos para dummies

O que é o mercado? Mercado são todos os agentes que participam da produção e troca de bens ou serviços. São as pessoas físicas (trabalhadores, consumidores, rentistas, empresários) ou jurídicas (empresas de produção, de comércio, de serviços ou financeiras).
O que é o mercado financeiro? É a parte do mercado restrita à circulação de dinheiro. É o "comércio de dinheiro" (empréstimos e investimentos).
O que é investimento? É quando um portador de dinheiro coloca seu dinheiro em alguma atividade, esperando tê-lo de volta em maior quantidade.
O que são investimentos financeiros? São investimentos nos quais o portador do dinheiro não participa diretamente da atividade econômica feita com o mesmo, limitando-se a colocá-lo na guarda de outros (emprestando ou investindo).
Qual a diferença entre empréstimo e investimento direto? No empréstimo, o tomador é obrigado a devolver a quantia em data futura, acrescida dos juros combinados, independente de qualquer coisa. No investimento direto, o credor assume solidariamente com o tomador os riscos da atividade na qual o dinheiro foi empregado, podendo ter lucros ou prejuízos.
TIPOS DE INVESTIMENTOS
Ações: são "pedaços" de uma empresa. Quem compra uma ação se torna proprietário de uma parte da empresa.
Ação ordinária: ação que garante ao portador participação e voto no conselho administrativo da empresa, mas caso a empresa seja liquidada, ele receberá sua parte por último, do que sobrar (se sobrar);
Ação preferencial: ação que não dá ao portador participação e voto no conselho administrativo da empresa, mas lhe dá prioridade na hora de receber sua parte, caso a empresa seja liquidada
Pra que serve investir em ações? Pra obter dividendos (parte do lucro da empresa), caso a ação seja de grande monta, ou para especular (vendê-la por um preço maior depois), Embora quem especule com ações compra "opções", não as ações em si. Opções são derivativos atrelados à cotação de ações (vide a definição de "derivativos" adiante).
Debêntures: investir em debêntures é o mesmo que "emprestar dinheiro a uma empresa". Debênture não é ação, a empresa é obrigada a pagá-lo na data acertada independente de qualquer coisa;
CDB (certificado de depósito bancário): investir em CDB é o mesmo que "emprestar dinheiro a um banco". Bancos maiores costumam pagar juros menores, bancos menores costumam pagar juros maiores.
LTN (letras do tesouro nacional): investir em LTN é o mesmo que "emprestar dinheiro ao governo".
LCI (letras de crédito imobiliário): investir em LCI é o mesmo que "emprestar dinheiro a compradores de imóveis". É intermediado por algum banco.
LCA (letras de crédito agrário): investir em LCA é o mesmo que "emprestar dinheiro a agropecuaristas". É intermediado por um banco também.
LCI, LCA e LTN são livres de impostos e possuem um seguro chamado FGC (fundo garantidor de crédito), que garante restituir 250 mil reais por CPF caso a instituição intermediadora entre em falência e não consiga pagá-las ao investidor.
CDB paga imposto regressivo (quanto mais tempo o dinheiro fica investido, menos imposto paga).
Fundos de Investimento: são contratos nos quais o investidor deixa seu dinheiro em mãos de corretores profissionais, que o movimentam e investem como acharem melhor, com o objetivo de fazê-lo aumentar. Existem muitos tipos de fundos de investimento, desde os mais seguros (os corretores só investem em coisas de baixo risco, porém baixo retorno, como CDB e letras) até os mais arriscados (os corretores investem em coisas de alto risco, porém alto retorno, como ações e derivativos*), passando pelos de risco moderado (Multimercados**). Esses fundos cobram uma comissão para os corretores, uma taxa de administração e impostos. Por exigirem trabalho contínuo dos corretores (que colocam e retiram o dinheiro a depender das conjunturas do mercado), cobram essas taxas.
*Derivativos: são contratos atrelados a algum índice qualquer, como dólar, ouro, inflação, selic. É como se fosse um jogo: um cara que quer dinheiro lhe oferece pagar a quantia que o dólaouro/IPCA/selic variar, aí você aceita, podendo se dar bem ou mal.
*Multimercados**: são fundos de investimento que mexem com vários tipos de aplicação ao mesmo tempo (ações, CDB, derivativos, etc) com o intuito de equilibrar os riscos e retornos.
SELIC: de forma simples seria a taxa de juros que o banco central cobra aos demais bancos pelo dinheiro que estes últimos pegam emprestado. É a menor taxa de juros praticada em todo o mercado. Todas as demais são derivadas dela. Complicando um pouco mais, SELIC é uma meta que o BC determina para os juros interbancários (cobrados pelos bancos entre si). O BC manipula a oferta de títulos públicos (que os bancos usam como garantia de empréstimos entre si) e o depósito compulsório (fração do dinheiro depositado nos bancos que eles devem obrigatoriamente depositar no BC) para a essa meta seja atingida.
CDI (certificado de depósito interbancário): é a taxa que os bancos cobram uns aos outros quando fazem empréstimos entre si. Ela é a SELIC mais alguma coisa que no momento não lembro, mas são bem próximas em valores.
Por que a CDI é importante? A maioria dos retornos prometidos pelos bancos e financeiras são expressos em "% da CDI". O Banco Bradesco oferece LCA com 80% da CDI, já a XP Investimentos oferece LCA com até 115% do CDI de retorno.
USANDO O QUE VOCÊ APRENDEU
Aumento da SELIC é bom ou ruim? É bom para um governo endividado porque atrai mais investidor querendo emprestar dinheiro a ele. É bom pra combater a inflação, porque torna os financiamentos mais caros e portanto reduz a demanda global por bens e serviços, fazendo os preços caírem. É ruim para o PIB e o emprego, pois torna os financiamentos e empréstimos mais caros, aí as empresas terão menos capital de giro, empregarão menos, venderão menos também porque os juros estão altos, o PIB cai e o desemprego sobe.
Aumento do dólar é bom ou ruim? É bom para os exportadores, pois deixa seus produtos mais competitivos (baratos) no mercado externo, aí conseguem aumentar suas vendas, empregando mais pessoas. É ruim para empresas que dependem de insumos importados (máquinas, petróleo), pois encarece a produção. É ruim também para a inflação, pois deixa os importados mais caros.
Quando se deve investir em moeda estrangeira ou ouro? Quando se perde a confiança na moeda nacional. Isso ocorre quando o governante é inflacionista, emissor ou possivelmente caloteiro (Ex: Ciro Gomes) ou quando as exportações despencam (menos dólar entrando) ou as importações aumentam demais (mais dólar saindo).
Quando se deve investir em ações? Quando se espera que as empresas cresçam e aumentem seus lucros (mais dividendos para o investidor, mais retorno na hora de revendê-las). Isso só é possível se a economia e o emprego crescerem, o que é mais provável de ocorrer em governos que sigam melhor a ciência econômica mainstream (Ex: Meirelles, Amoedo, Alckmin, Paulo Guedes). Obviamente isso depende da empresa. Você deve correr de ações de estatais e investir em ações de empreiteiras se um governo cleptocrata assumir (Ex: PT). Você deve investir em ações de bancos privados se o governo for inflacionista (bancos lucram mais com inflação, porque tornam a especulação mais fácil, além disso a inflação força o governo a aumentar os juros pra atrair mais empréstimos, e isso é bom para os bancos). Você deve investir em ações de empresas produtivas se o governo for um seguidor da ortodoxia econômica e a economia de países compradores estiver aquecida....e por aí vai.
Quando se deve investir em LTN? Você deve procurar o país que seja o mais confiável possível (risco baixo de calote) e ofereça os maiores juros possíveis. Países emergentes são os mais arriscados, principalmente os governados por esquerdistas populistas (gostam de pedir empréstimo e depois se recusarem a pagar), países com contas públicas ruins (déficits altos) ou países que JÁ deram calote no passado (já perderam a moral, não custa nada fazer de novo). A Argentina é tão queimada que oferece LTN com juros de 45% e ainda tem dificuldade em se financiar, recorrendo ao FMI. Os EUA são tão confiáveis que quando Trump aumentou os juros para 2%, ocorreu uma fuga de capitais dos países emergentes para lá.
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The Good Old Times - Apresentação

➛ Em The Good Old Times, você assume o papel de um... uma... enfim, a verdade é que você decide! O gênero do protagonista é irrelevante para o jogo, e seu nome é completamente opcional, sendo possível defini-lo antes de iniciar a sua aventura.
No papel desse aventureiro, você será introduzido a um mundo mágico, fantasioso, populado não só por Seres Humanos, mas também por criaturas incríveis, magos, bruxas e dragões. Apesar da existência dos muito singulares monstros, esse mundo vive e sempre viveu em paz, valorizando a união e fraternidade entre espécies.
Você é um jovem mercador, que trabalha todas as semanas para ajudar seus pais no Mercado da Capital do seu reino! Apesar de ser uma pessoa quieta e bastante calada, que raramente dá sua opinião, você é amigo de todos os habitantes da aldeia em que vive, e ama o seu trabalho.
No entanto, nem sempre é possível viver em paz e harmonia, principalmente quando existe um mundo com tantos recursos que podem ser usados para as intenções mais distorcidas possíveis. Sob o papel do protagonista, você acorda uma noite, apenas para encontrar a sua aldeia completamente deserta - todo mundo sumiu, como por magia, deixando tudo o que estavam fazendo a meio.
Ao sair de sua casa, você nota que seu lar, antes um lugar de alegria e amizade, mais parece agora uma cidade fantasma, onde a única coisa pouco comum é uma espada dourada nas mãos de uma estátua de um cavaleiro que não estava antes ali no centro da praça.
É sua missão, usando esta espada, descobrir o que aconteceu com os habitantes da sua aldeia - solucione o mistério, salve a sua família e descubra que, por trás da mais harmoniosa felicidade, existem sempre as sombras que podem, ou não, obscurecer o seu coração.
Aqui você forja seu destino!
➛ Contando com skills, imensas opções de armamento, NPCs, puzzles e até referências - É assim que funciona no mundo dos contos de fadas, como nos bons velhos tempos.
submitted by Miguel79900 to TheGoodOlTimes [link] [comments]

[OPÇÕES] O guia definitivo (de como perder dinheiro) PARTE II

[OPÇÕES] O guia definitivo (de como perder dinheiro) PARTE II
Salve cambada. Antes de continuar, vlw pelo ouro. Não sei como usar, se alguém souber me avisa pf. Continuando, se você não viu o post passado: https://www.reddit.com/farialimabets/comments/i5gcjf/op%C3%A7%C3%B5es_o_guia_definitivo_de_como_perder_dinheiro/

PARTE I
  1. O que são opções
  2. Calls e Puts
  3. Como são precificadas
  4. As Gregas
PARTE II
  1. Como perder dinheiro
    1. Long call
      1. DITM
      2. OTM
    2. Long put
      1. DITM
      2. OTM
PARTE III
  1. Travas
    1. Trava de Alta (calls e puts)
    2. Trava de Baixa (calls e puts)
  2. Borboleta
    1. Long
    2. Short
  3. Condor
    1. Long
    2. Short
PARTE IV
  1. Como perder dinheiro pra krl
    1. Short call
      1. DITM
      2. DOTM
    2. Short put
PARTE V
  1. Como ganhar dinheiro (???)

Ao apresentar as estratégias, vou tentar descrever o efeito das gregas sobre a posição e como usar essa informação pra fingir que entende o que está fazendo e perder dinheiro mesmo assim.

Como perder dinheiro

Independente da estratégia que você seguir, perder dinheiro é quase certo. Mas existe uma linha tênue entre perder dinheiro e perder dinheiro pra krl, que é: na primeira sua perda está limitada ao quanto você colocou. Na segunda, seu prejuízo máximo é ilimitado.
Sempre que você compra uma opção, seu preju está limitado ao quanto você pagou de prêmio pela opção. Lembrando que ao comprar uma opção, você está comprando um direito e não uma obrigação.

Estratégia long call:
Como o próprio nome diz, a estratégia consiste em comprar opções de compra. Quando fazer isso? Você está apostando que o ativo subjacente irá subir. Qual strike escolher? Depende. Vamos lá.
Se você acredita que o ativo irá subir mas não sabe quando, é legal comprar uma call DITM. Por mais que pareça, não é uma nova sigla LBGT. DITM significa deep in the money, ou seja, uma opção com strike bem abaixo do valor da ação.
Ao comprar calls DITM, sua posição prática é long ativo. A vantagem é que seu desembolso de capital será bem menor. Exemplo: temos o ativo FLBE3 (FariaLima Bets) com preço spot de 20 reais. Podemos comprar um lote por 20, totalizando um custo de 2000 reais. Ou, podemos comprar uma opção de compra com strike 10, por 11 reais. Totalizando 1100.
Primeiro, vamos entender: Ao comprar uma opção com strike 10 por 11 reais, você está comprando o direito de comprar FLBE3 por 10 reais e pagando 11 por isso. Ou seja, se você exercesse a opção, seu custo seria de 2100. De onde vem esse 1?
O preço de uma opção ITM é composto de duas parcelas, o valor intrínseco e o valor extrínseco. O primeiro nada mais é do que a diferença entre o preço spot do ativo e strike da opção. O valor extrínseco é a diferença entre o preço da opção e seu valor intrínseco. Nesse exemplo, o valor intrínseco seria 10 e o valor extrínseco 1.
Por ser uma opção DITM, seu delta (expliquei na PARTE I) vai ser muito próximo de 1. O que significa? Para cada 1 real que FLBE3 sobe, nossa opção irá subir 1 real também. Se tívessemos comprado FLBE3, teríamos ganho 1/20 = 5%. com a opção ganhamos 1/11 = 9%. Está ai o sua vantagem. Mas e seu eu errar a direção? Se fudeu. A alavancagem é pra cima e pra baixo kkkk. Mas a probabilidade de você perder 100% é baixo.
https://preview.redd.it/stdnpkx8pmf51.png?width=751&format=png&auto=webp&s=70cf556561cdf9a4e5d04d9dba53d091dac95677
Como o valor intrínseco tem um valor em % pequeno, o tempo não come nosso cu com areia, ele passa vaselina, o que é um ponto bom. A IV da opção é interessante. Se subir depois que você comprou, parabéns. Se cair, parte do valor intrínseco já era...
Podemos comprar calls OTM, out of the money. Qual a vantagem? O principal fator é que é barato e se você acerta, o ganho % eh grande. Já explico. FLBE3 sendo negociado a 20 reais. Você compra uma call com strike 21. A opção está fora do dinheiro, e está custando 0.5 reais (note que seu valor intrínseco é 0). Se FLBE3 sobe 10% e vai pra 22, sua opção entra no dinheiro e passa a valer 1.20. Você ganhou 140%, parabéns.
https://preview.redd.it/wuip9n0nomf51.png?width=716&format=png&auto=webp&s=f9518e7d478b048599b949573d770148c17c7af7
Quais os riscos? A ação cair ou ficar parada. Se chegar no vencimento e a ação estiver abaixo de 21, se fudeu. Perdeu 100% do investido. Faz parte kkkk.

Long put:
Sinceramente, soh gay bear compra put. Mas como eu não discrimino ngm, vou explicar pra vcs. Você compra puts quando está apostando na queda do ativo. Como ganhar dinheiro com isso? Quando o ativo cai ué.
Não vou me estender muito aqui, porque o racional é basicamente igual ao das calls, exceto que sua posição efetiva agora é short ativo. Seu delta é negativo, ou seja, quando o preço da ação sobe, o valor da sua put diminui. Theta continua comendo pra kct.
DITM put
OTM put
Nos próximos posts (se existirem) vou falar sobre estratégias mais avançadas, compostas de duas ou mais opções na montagem.
submitted by inv3stbr to farialimabets [link] [comments]

Portabilidade de Previdência Privada - VGBL

Fala rapaziada
Atualmente possuo minha carteira segmentada em: Reserva de Emergência = 38,4% Renda Fixa = 41,56% Renda Variável = 20,04%
Dentro da segmentação de Renda Fixa, 80,63% do montante está alocado em uma previdência privada que contratei no início do ano passado - modalidade VGBL, tabela regressiva: "ICATU VANGUARDA FC FI INFLAÇÃO CURTA RF LP", com uma taxa de adm de 1%. Desde o momento em que a contratei até a presente data, o montante rendeu em 9,13% (porcentagem bruta, sem considerar IR nem taxa de adm.)
Esse mês, me foi sugerido realizar a portabilidade dessa previdência para a oferecida pelo meu banco: "CARTEIRA ITAÚ PREVIDÊNCIA FIC FIM". Comparando ambos no site MaisRetorno, a Previdência do Itaú possui rendimentos maiores até o momento, porém com taxa de adm. de 1,7%.
A dúvida é: - Faz sentido realizar a portabilidade? O objetivo aqui é fazer o resgate em +10 anos e não ter que me preocupar com o montante, realizando apenas aportes mensais de 400-800 R$ - Existem melhores opções no quesito Previdência Privada?
Observações: - Não quero fazer análises de DRE, balanço e outros fundamentos trimestralmente/semestralmente pra aplicar o capital em renda variável.
submitted by vinefg2 to investimentos [link] [comments]

[Sério] Seguro de vida para crédito habitação : Como comparar propostas

Estou agora a passar por o processo de compra de casa com recurso a crédito habitação (CH), e estou a procurar por opções para o seguro de vida associado ao capital em dívida.
Em muitas simulações online apenas aparece um valor único a pagar anualmente. Noutras simulações, aparece uma tabela com estimativas do valor a pagar em cada ano. Nestas últimas, o valor a pagar aumenta ao longo do tempo, eventualmente atingindo uma fase descendente com a diminuição do capital em dívida.
Suspeito que as simulações com valor único mostrem apenas o valor da primeira prestação anual, normalmente mais baixo que o resto das prestações, e não um valor médio ao longo da duração do empréstimo.
Esta obscuridade torna a comparação entre seguros de vida algo difícil.
As minhas dúvidas são:
submitted by evil-twinaway to portugal [link] [comments]

Frustrado com corretora que não funciona? Atualizado tópico de corretoras

Frustrado com corretora que não funciona? Atualizei o tópico de corretoras caso queria explorar novas opções

Teste alguma nova opção

Lista de corretoras e valor da corretagem
BTG Pactual Digital
Easynvest
Rico
Modalmais
Órama
Mirae Asset
Clear
CM Capital
MyCAP

Banco Inter
Itaú Corretora
BB Corretora
Santander Corretora
submitted by setatakahashi to investimentos [link] [comments]

Freelancing e recebimento de dinheiro do exterior

Bom dia, doutores. Preciso sanar algumas dúvidas relacionadas ao recebimento de dinheiro do exterior principalmente com relação aos impostos e custos em geral. Sem mais delongas, vamos lá.
tl;dr preciso sempre declarar todos os meus ganhos fora do Brasil mesmo na minha situação (vide abaixo)? Como amenizar isso?
Ou então prossiga para a seção "O problema" para ver a pergunta em detalhes.

A situação

Sendo bem direto, tenho 18 anos e recém sai do Ensino Médio, não trabalho, nunca trabalhei, não tenho cartão de crédito, só uma conta NuBank e não tenho qualquer renda. Minha família está passando por uns apertos e para amenizar pensei em ganhar uma grana sendo freelancer para aproveitar a alta do dólar e minha semi-fluência em inglês. O plano inicial era tirar uns 500 USD por mês, tem projeto que paga isso numa semana, mas estou atirando baixo em trabalhos de data entry e tradução que pagam bem menos. Com esse dinheiro já cambiado e depois de uns 3 meses juntando, eu manteria ele na minha conta NuBank e começaria a investir com renda fixa e variável, day trade, buy & hold, o que for necessário e seguindo as informações daqui e de outros fóruns. Sei que não faria muita grana agora mas a ideia era de começar cedo e ganhar experiência.

Freelancing

Estou usando o site freelancer.com (sim, eu sei da Workana e do 99freelas). Entrei num concurso e tenho grandes chances de ganhar 15 dólares canadenses que, no câmbio de hoje, dá uns 54 reais. Teria trabalhado bem mais e criado conta na Workana e em outros site se não fosse o meu problema a seguir.

Explicando

Pelo que entendi, toda transação do tipo envolve duas etapas:
  1. Receber e converter o dinheiro para o Real (seja por banco ou terceiros);
  2. Declarar os ganhos no imposto de renda.
1 - Nesse primeiro ponto é necessário saber de antemão que segundo decreto de lei recente, brasileiros NÃO podem manter dólar ou qualquer moeda estrangeira na sua conta bancária sem antes converter para real. Aliás, é por isso que o Paypal converte direto agora, sem nem perguntar, usando taxas absurdas.Essa conversão se dá pelo desconto de impostos. Você sempre sai perdendo. Portanto, a questão aqui é minimizar as perdas.
Pelas minhas pesquisas, bancos comuns cobram 20 USD fixos + taxas de IOF + Spread + qualquer outro imposto que der no cu deles, seja pra 10 dólares ou 1 milhão. Por isso, bancos não valem a pena nesse processo. A alternativa é usar outras empresas que fazem o serviço usando taxas menores. Pesquisando, encontrei uns dez sites que fazem isso, como o Remessa Online, PayPal, TransferWise, Banco Inter, Western Union, Husky, Payoneer, Skrill... A lista é longa e não é da intenção desse post desenvolver nos detalhes intrínsecos de cada um. A verdade é que o Remessa Online é o melhor de todos até agora pois para receber dinheiro de fora não há tarifas fixas como na maioria e o IOF é de apenas 0,38%, além de um custo de 1,3% do valor recebido, uma das menores que achei. Pra simplificar: no final de tudo seria descontado 1,68% do teu câmbio final (que tu receberia sem as tarifas), o que é bem conveniente para pequenas transações. Ainda é gratuito, fácil de criar conta, recebe de PJ para PF, tem suporte para várias moedas, é bem seguro e possui ótimo suporte. Remessa Online é o que eu decidi por ora.
OBS: a partir daqui eu já não tenho muita certeza de nada, esta é a síntese do amalgamado de informações que encontrei e está da maneira que eu interpretei. Corrijam-me se houver erros, por favor.
2 - Nesse segundo ponto é que está a merda. Pelo que entendi, nem tudo é maravilha porque o governo além de meter tarifas de conversão da moeda até no teu furico, exige que todo mês seja declarado nos teus impostos os ganhos no exterior pelo famigerado carnê-leão. E é aqui que começou de fato o meu problema.

O problema

Na real mesmo? Eu nunca tive contato na vida com impostos, não tenho emprego (tá difícil aqui onde moro) e nem renda. Não quero dar um de coitadinho da escola pública mas a verdade é que esse tipo de coisa nunca foi nem citado durante meus mais de 10 anos de escola. A questão: Como eu devo proceder?
Pelo que eu entendi, há regras para quem deve declarar o imposto: ser maior de 18, ter renda, ter ganhado x ou investido y ano passado, etc. O Google explica. Entretanto, nos fóruns da vida, é dito que toda renda no exterior deve ser declarada, e fico num impasse. Eu farei, no máximo, e estou sendo generoso, uns 500 USD por mês. Máximo mesmo. Não quero tratar de ilegalidades aqui, tanto que estou perguntando para não sujar meu nome, mas sendo bem franco: as pessoas pagam isso mesmo? Caras, se tu for pessoa física são 27% de impostos que tu tem que pagar pro Governo. Como eu ainda vou estar ganhando acima do câmbio 1:1, ainda estarei lucrando, mesmo que perdendo esse tanto de dinheiro, mas mesmo assim, pra mim é um absurdo ter que dar mais de 1/4 dos meus ganhos pro Governo pra minha rua não ter nem saneamento e usar internet via rádio, lmao. É uma piada, sei que não é bem assim que funciona. Me perdoem a ingenuidade mas foi um choque de realidade.
Para finalizar, já me passaram alternativas, sendo elas:
No final tudo se resume a: preciso realmente pagar esse impostos? Se sim, temos opções legais para burlar (como a dos bancos internacionais) ou só pagar menos?
Bom, era isso. Não postei na megathread de impostos pois percebi que é uma pergunta bem específica e que pode ser aproveitada por outras pessoas também. Desculpem-me o textão, não costumo postar muito nessa minha conta "séria" mas muito obrigado a quem leu, o Reddit é meu salva vidas pra muitas coisas e a internet é o único meio de contato que tenho para esse tipo de informação. Valeu!
submitted by luis_gfm to investimentos [link] [comments]

Ajuda DEGIRO

Bom dia a todos,
Após semanas e semanas de espera finalmente consegui concluir o meu registo na DEGIRO no entanto tenho uma dúvidas e ficaria muito agradecido se me pudessem ajudar!
  1. Já estive a investigar os ETFs que mais me interessam (IWDA e S&P500) e estou bastante inclinado para o primeiro. Estive a ver tudo através do JustETF e encontrei tudo sem problemas mas ao utilizar a aplicação da DEGIRO torna se mais difícil de encontrar estes na Bolsa de Amsterdão. Há algo que me esteja a falhar neste processo?
  2. Tendo capital disponível, devo entrar logo com uma boa quantia e depois determinar o valor do reforço mensal ou devo repartir esse capital inicial ao longo destes primeiros meses?
  3. Quanto à compra, estive a ver e para ser sincero não percebi a 100% aquelas opções de ordem limitada, ordem de mercado, a quantidade, etc. Será que alguém me poderia ajudar e esclarecer quanto a este assunto?
Obrigado desde já!
submitted by WeGoHardOnEarth to financaspessoaispt [link] [comments]

Como seria entrar na faculdade se sentido burro e se formar aos 29 anos?

Olá, é a minha primeira postagem aqui, mas vou tentar ser o mais breve e sucinto possível.
Tenho 22 anos, moro com os meus pais no Rio de Janeiro (a 40 km da capital), sou Guia de Turismo freelancer há 3 anos e meio e falo inglês (tenho certificado internacional, FCE) e espanhol (intermediário, autodidata). E, pela primeira vez, quero fazer faculdade. Na minha família, eu seria o segundo (meu irmão tentou, mas não conseguiu pagar; creio que nenhum outro parente tenha também nem entrado). O grande problema que penso em entrar na faculdade agora é a minha idade e o fato de me sentir burro comparado aos outros jovens
Não vou me aprofundar em problemas pessoais (depressão, baixa autoestima etc.; estou tratando todos esses problemas), nem no quanto meus pais não me incentivaram nem a ler livros (um porém: meus pais quem pagaram meu curso de inglês e o de Guia, portanto sinto que seria injustiça culpá-los por essas coisas). O que tenho maior medo é entrar na faculdade e ver que estou aquém daquilo que se espera de um aluno de Economia (curso que pretendo seguir).
Faz 4 anos que terminei o Ensino Médio. Eu queria, já para esse ano, me inscrever em dois pré-vestibulares sociais, além de pagar um online (analisei diversas opções e esses são os únicos que eu poderia seguir trabalhando e estudando). Só que me sinto muito burro quando vejo jovens da minha idade falando de coisas que aprenderam na escola e fazendo faculdade (sei que está também relacionado à autoestima, porém estou melhorando ela a cada dia). Eu estudei em escola pública da 5ª série em diante, então convivi com falta de estrutura, falta de conteúdo (teve coisas que aprendi anos anteriores na escola privada que estava aprendendo na escola pública anos depois) e com a falta de professores. Não tive professores regulares (quanto tinha professores, mais faltavam do que apareciam) de biologia, química, sociologia e filosofia (só fui escutar falar de Nietzsche na internet, sério). Fora isso, minhas 3 professoras de português pareciam nem ter formação acadêmica (com todo o respeito, mas gastavam a aula falando de problemas pessoais e não davam aula). Em física, conseguia tirar boas notas, mas sempre tive dificuldade de aprender, pois o professor parecia não ter aptidão para dar aula. Eu aprendia, mas, quando via uma questão de física num Enem, por exemplo, ficava sem saber o que fazer. Meu grande problema é em física, química e biologia, porque o resto fui aprendendo por conta própria (e creio que posso aprender mais nos pré-vestibulares).
Eu quero fazer o Enem em 2021 e 2022, pois a FGV (faculdade que quero entrar) dá bolsa 100% para os 10 primeiros do Vestibular deles e do Enem (um dos cursos pré-vestibular que quero entrar tem duração de dois anos, então eu acho propício fazer esses dois Enems). Então, se eu entrasse para a faculdade em 2023, só me formaria em 2027, com 29 anos. Não me importa em receber baixo salário (sei que não vou ganhar o mesmo no início do que estou ganhando agora), nem no que as pessoas vão falar (sofri muito com essa pressão de ter de sair de casa antes dos 30, de ter um enorme salário e tudo mais, mas meus pais me confortam e dizem que não tem problema, pois eles veem que me esforço bastante no trabalho, acordando de madrugada e voltando de noite).
O que queria perguntar para vocês é se isso é normal o que estou passando, se há alguém na mesma situação, e se vale a pena. Eu sei que vou sofrer muito com a pressão social, com gente falando que, na minha idade (até lá, 24, caso eu consiga entrar), eu já deveria estar formado, que há outros jovens na minha idade já com casa e carro, mas essa pressão social que me derrubou por anos, então não quero ficar preso nisso, mas também não consigo parar de pensar nisso.
Se eu não conseguir entrar pelo Enem e nem pelo Vestibular, vou falar com meus pais e tentar uma bolsa e pagar a faculdade do meu próprio bolso. Sacrifiquei muitos anos guardando dinheiro que daria, com bolsa, para pagar pelo menos 2 anos da faculdade. Atualmente, nas empresas que trabalho como Guia, eu estou bem, sinto que posso até mesmo crescer para outras empresas, mas não quero isso pela instabilidade do mercado, pelos poucos desafios que tenho e pelo fato de que vejo Guias com 80 anos ainda trabalhando (não quero chegar nessa idade e sofrendo para ganhar dinheiro; não que seja vergonhoso, mas quero mais).

tl;dr: falei que seria sucinto, não fui. Tenho medo de entrar na faculdade me sentindo burro e me formar tarde.
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Mes estudos para o CACD - Bruno Pereira Rezende

Livro do diplomata Bruno Pereira Rezende
INTRODUÇÃO
📷📷Desde quando comecei os estudos para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), li dezenas de recomendações de leituras, de guias de estudos extraoficiais, de dicas sobre o concurso, sobre cursinhos preparatórios etc. Sem dúvida, ter acesso a tantas informações úteis, vindas de diversas fontes, foi fundamental para que eu pudesse fazer algumas escolhas certas em minha preparação, depois de algumas vacilações iniciais. Mesmo assim, além de a maioria das informações ter sido conseguida de maneira dispersa, muitos foram os erros que acho que eu poderia haver evitado. Por isso, achei que poderia ser útil reunir essas informações que coletei, adicionando um pouco de minha experiência com os estudos preparatórios para o CACD neste documento.
Além disso, muitas pessoas, entre conhecidos e desconhecidos, já vieram me pedir sugestões de leituras, de métodos de estudo, de cursinhos preparatórios etc., e percebi que, ainda que sempre houvesse alguma diferenciação entre as respostas, eu acabava repetindo muitas coisas. É justamente isso o que me motivou a escrever este documento – que, por não ser (nem pretender ser) um guia, um manual ou qualquer coisa do tipo, não sei bem como chamá-lo, então fica como “documento” mesmo, um relato de minhas experiências de estudos para o CACD. Espero que possa ajudar os interessados a encontrar, ao menos, uma luz inicial para que não fiquem tão perdidos nos estudos e na preparação para o concurso.
Não custa lembrar que este documento representa, obviamente, apenas a opinião pessoal do autor, sem qualquer vínculo com o Ministério das Relações Exteriores, com o Instituto Rio Branco ou com o governo brasileiro. Como já disse, também não pretendo que seja uma espécie de guia infalível para passar no concurso. Além disso, o concurso tem sofrido modificações frequentes nos últimos anos, então pode ser que algumas coisas do que você lerá a seguir fiquem ultrapassadas daqui a um ou dois concursos. De todo modo, algumas coisas são básicas e podem ser aplicadas a qualquer situação de prova que vier a aparecer no CACD, e é necessário ter o discernimento necessário para aplicar algumas coisas do que falarei aqui a determinados contextos. Caso você tenha dúvidas, sugestões ou críticas, fique à vontade e envie-as para [[email protected] ](mailto:[email protected])(se, por acaso, você tiver outro email meu, prefiro que envie para este, pois, assim, recebo tudo mais organizado em meu Gmail). Se tiver comentários ou correções acerca deste material, peço, por favor, que também envie para esse email, para que eu possa incluir tais sugestões em futura revisão do documento.
Além desta breve introdução e de uma também brevíssima conclusão, este documento tem quatro partes. Na primeira, trato, rapidamente, da carreira de Diplomata: o que faz, quanto ganha, como vai para o exterior etc. É mais uma descrição bem ampla e rápida, apenas para situar quem, porventura, estiver um pouco mais perdido. Se não estiver interessado, pode pular para as partes seguintes, se qualquer prejuízo para seu bom entendimento. Na segunda parte, trato do concurso: como funciona, quais são os pré-requisitos para ser diplomata, quais são as fases do concurso etc. Mais uma vez, se não interessar, pule direto para a parte seguinte. Na parte três, falo sobre a preparação para o concurso (antes e durante), com indicações de cursinhos, de professores particulares etc. Por fim, na quarta parte, enumero algumas sugestões de leituras (tanto próprias quanto coletadas de diversas fontes), com as devidas considerações pessoais sobre cada uma. Antes de tudo, antecipo que não pretendo exaurir toda a bibliografia necessária para a aprovação, afinal, a cada ano, o concurso cobra alguns temas específicos. O que fiz foi uma lista de obras que auxiliaram em minha preparação (e, além disso, também enumerei muitas sugestões que recebi, mas não tive tempo ou vontade de ler – o que também significa que, por mais interessante que seja, você não terá tempo de ler tudo o que lhe recomendam por aí, o que torna necessário é necessário fazer algumas escolhas; minha intenção é auxiliá-lo nesse sentido, na medida do possível).
Este documento é de uso público e livre, com reprodução parcial ou integral autorizada, desde que citada a fonte. Sem mais, passemos ao que interessa.
Parte I – A Carreira de Diplomata
INTRODUÇÃO
Em primeiro lugar, rápida apresentação sobre mim. Meu nome é Bruno Rezende, tenho 22 anos e fui aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) de 2011. Sou graduado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (turma LXII, 2007-20110), e não tinha certeza de que queria diplomacia até o meio da universidade. Não sei dizer o que me fez escolher a diplomacia, não era um sonho de infância ou coisa do tipo, e não tenho familiares na carreira. Acho que me interessei por um conjunto de aspectos da carreira. Comecei a preparar-me para o CACD em meados de 2010, assunto tratado na Parte III, sobre a preparação para o concurso.
Para maiores informações sobre o Ministério das Relações Exteriores (MRE), sobre o Instituto Rio Branco (IRBr), sobre a vida de diplomata etc., você pode acessar os endereços:
- Página do MRE: http://www.itamaraty.gov.b
- Página do IRBr: http://www.institutoriobranco.mre.gov.bpt-b
- Canal do MRE no YouTube: http://www.youtube.com/mrebrasil/
- Blog “Jovens Diplomatas”: http://jovensdiplomatas.wordpress.com/
- Comunidade “Coisas da Diplomacia” no Orkut (como o Orkut está ultrapassado, procurei reunir todas as informações úteis sobre o concurso que encontrei por lá neste documento, para que vocês não tenham de entrar lá, para procurar essas informações):
http://www.orkut.com.bMain#Community?cmm=40073
- Comunidade “Instituto Rio Branco” no Facebook: http://www.facebook.com/groups/institutoriobranco/
Com certeza, há vários outros blogs (tanto sobre a carreira quanto sobre a vida de diplomata), mas não conheço muitos. Se tiver sugestões, favor enviá-las para [[email protected].](mailto:[email protected])
Além disso, na obra O Instituto Rio Branco e a Diplomacia Brasileira: um estudo de carreira e socialização (Ed. FGV, 2007), a autora Cristina Patriota de Moura relata aspectos importantes da vida diplomática daqueles que ingressam na carreira. Há muitas informações desatualizadas (principalmente com relação ao concurso), mas há algumas coisas interessantes sobre a carreira, e o livro é bem curto.
A DIPLOMACIA E O TRABALHO DO DIPLOMATA
Com a intensificação das relações internacionais contemporâneas e com as mudanças em curso no contexto internacional, a demanda de aprimoramento da cooperação entre povos e países tem conferido destaque à atuação da diplomacia. Como o senso comum pode indicar corretamente, o
diplomata é o funcionário público que lida com o auxílio à Presidência da República na formulação da política externa brasileira, com a condução das relações da República Federativa do Brasil com os demais países, com a representação brasileira nos fóruns e nas organizações internacionais de que o país faz parte e com o apoio aos cidadãos brasileiros residentes ou em trânsito no exterior. Isso todo mundo que quer fazer o concurso já sabe (assim espero).
Acho que existem certos mitos acerca da profissão de diplomata. Muitos acham que não irão mais pagar multa de trânsito, que não poderão ser presos, que nunca mais pegarão fila em aeroporto etc. Em primeiro lugar, não custa lembrar que as imunidades a que se referem as Convenções de Viena sobre Relações Diplomáticas e sobre Relações Consulares só se aplicam aos diplomatas no exterior (e nos países em que estão acreditados). No Brasil, os diplomatas são cidadãos como quaisquer outros. Além disso, imunidade não é sinônimo de impunidade, então não ache que as imunidades são as maiores vantagens da vida de um diplomata. O propósito das imunidades é apenas o de tornar possível o trabalho do diplomata no exterior, sem empecilhos mínimos que poderiam obstar o bom exercício da profissão. Isso não impede que diplomatas sejam revistados em aeroportos, precisem de vistos, possam ser julgados, no Brasil, por crimes cometidos no exterior etc.
Muitos também pensam que irão rodar o mundo em primeira classe, hospedar-se em palácios suntuosos, passear de iate de luxo no Mediterrâneo e comer caviar na cerimônia de casamento do príncipe do Reino Unido. Outros ainda acham que ficarão ricos, investirão todo o dinheiro que ganharem na Bovespa e, com três anos de carreira, já estarão próximos do segundo milhão. Se você quer ter tudo isso, você está no concurso errado, você precisa de um concurso não para diplomata, mas para marajá. Obviamente, não tenho experiência suficiente na carreira para dizer qualquer coisa, digo apenas o que já li e ouvi de diversos comentários por aí. É fato que há carreiras públicas com salários mais altos. Logo, se você tiver o sonho de ficar rico com o salário de servidor público, elas podem vir a ser mais úteis nesse sentido. Há não muito tempo, em 2006, a remuneração inicial do Terceiro-Secretário (cargo inicial da carreira de diplomata), no Brasil, era de R$ 4.615,53. Considerando que o custo de vida em Brasília é bastante alto, não dava para viver de maneira tão abastada, como alguns parecem pretender. É necessário, entretanto, notar que houve uma evolução significativa no aspecto salarial, nos últimos cinco anos (veja a seç~o seguinte, “Carreira e Sal|rios). De todo modo, já vi vários diplomatas com muitos anos de carreira dizerem: “se quiser ficar rico, procure outra profissão”. O salário atual ajuda, mas não deve ser sua única motivação.
H| um texto ótimo disponível na internet: “O que é ser diplomata”, de César Bonamigo, que reproduzo a seguir.
O Curso Rio Branco, que frequentei em sua primeira edição, em 1998, pediu-me para escrever sobre o que é ser diplomata. Tarefa difícil, pois a mesma pergunta feita a diferentes diplomatas resultaria, seguramente, em respostas diferentes, umas mais glamourosas, outras menos, umas ressaltando as vantagens, outras as desvantagens, e não seria diferente se a pergunta tratasse de outra carreira qualquer. Em vez de falar de minhas impressões pessoais, portanto, tentarei, na medida do possível, reunir observações tidas como “senso comum” entre diplomatas da minha geraç~o.
Considero muito importante que o candidato ao Instituto Rio Branco se informe sobre a realidade da carreira diplomática, suas vantagens e desvantagens, e que dose suas expectativas de acordo. Uma expectativa bem dosada não gera desencanto nem frustração. A carreira oferece um pacote de coisas boas (como a oportunidade de conhecer o mundo, de atuar na área política e econômica, de conhecer gente interessante etc.) e outras não tão boas (uma certa dose de burocracia, de hierarquia e dificuldades no equacionamento da vida familiar). Cabe ao candidato inferir se esse pacote poderá ou não fazê-lo feliz.
O PAPEL DO DIPLOMATA
Para se compreender o papel do diplomata, vale recordar, inicialmente, que as grandes diretrizes da política externa são dadas pelo Presidente da República, eleito diretamente pelo voto popular, e pelo Ministro das Relações Exteriores, por ele designado. Os diplomatas são agentes políticos do Governo, encarregados da implementação dessa política externa. São também servidores públicos, cuja função, como diz o nome, é servir, tendo em conta sua especialização nos temas e funções diplomáticos.
Como se sabe, é função da diplomacia representar o Brasil perante a comunidade internacional. Por um lado, nenhum diplomata foi eleito pelo povo para falar em nome do Brasil. É importante ter em mente, portanto, que a legitimidade de sua ação deriva da legitimidade do Presidente da República, cujas orientações ele deve seguir. Por outro lado, os governos se passam e o corpo diplomático permanece, constituindo elemento importante de continuidade da política externa brasileira. É tarefa essencial do diplomata buscar identificar o “interesse nacional”. Em negociações internacionais, a diplomacia frequentemente precisa arbitrar entre interesses de diferentes setores da sociedade, não raro divergentes, e ponderar entre objetivos econômicos, políticos e estratégicos, com vistas a identificar os interesses maiores do Estado brasileiro.
Se, no plano externo, o Ministério das Relações Exteriores é a face do Brasil perante a comunidade de Estados e Organizações Internacionais, no plano interno, ele se relaciona com a Presidência da República, os demais Ministérios e órgãos da administração federal, o Congresso, o Poder Judiciário, os Estados e Municípios da Federação e, naturalmente, com a sociedade civil, por meio de Organizações Não Governamentais (ONGs), da Academia e de associações patronais e trabalhistas, sempre tendo em vista a identificação do interesse nacional.
O TRABALHO DO DIPLOMATA
Tradicionalmente, as funções da diplomacia são representar (o Estado brasileiro perante a comunidade internacional), negociar (defender os interesses brasileiros junto a essa comunidade) e informar (a Secretaria de Estado, em Brasília, sobre os temas de interesse brasileiro no mundo). São também funções da diplomacia brasileira a defesa dos interesses dos cidadãos brasileiros no exterior, o que é feito por meio da rede consular, e a promoção de interesses do País no exterior, tais como interesses econômico-comerciais, culturais, científicos e tecnológicos, entre outros.
No exercício dessas diferentes funções, o trabalho do diplomata poderá ser, igualmente, muito variado. Para começar, cerca de metade dos mil1 diplomatas que integram o Serviço Exterior atua no Brasil, e a outra metade nos Postos no exterior (Embaixadas, Missões, Consulados e Vice-Consulados). Em Brasília, o diplomata desempenha funções nas áreas política, econômica e administrativa, podendo cuidar de temas tão diversos quanto comércio internacional, integração regional (Mercosul), política bilateral (relacionamento do Brasil com outros países e blocos), direitos humanos, meio ambiente ou administração física e financeira do Ministério. Poderá atuar, ainda, no Cerimonial (organização dos encontros entre autoridades brasileiras e estrangeiras, no Brasil e no exterior) ou no relacionamento do Ministério com a sociedade (imprensa, Congresso, Estados e municípios, Academia, etc.).
No exterior, também, o trabalho dependerá do Posto em questão. As Embaixadas são representações do Estado brasileiro junto aos outros Estados, situadas sempre nas capitais, e desempenham as funções tradicionais da diplomacia (representar, negociar, informar), além de promoverem o Brasil junto a esses Estados. Os Consulados, Vice-Consulados e setores consulares de Embaixadas podem situar-se na capital do país ou em outra cidade onde haja uma comunidade brasileira expressiva. O trabalho nesses Postos é orientado à defesa dos interesses dos cidadãos brasileiros no exterior. Nos Postos multilaterais (ONU, OMC, FAO, UNESCO, UNICEF, OEA etc.), que podem ter natureza política, econômica ou estratégica, o trabalho envolve, normalmente, a representação e a negociação dos interesses nacionais.
O INGRESSO NA CARREIRA
A carreira diplomática se inicia, necessariamente, com a aprovação no concurso do Instituto Rio Branco (Informações sobre o concurso podem ser obtidas no site http://www2.mre.gov.birbindex.htm). Para isso, só conta a competência – e, talvez, a sorte – do candidato. Indicações políticas não ajudam.
AS REMOÇÕES
Após os dois anos de formação no IRBr , o diplomata trabalhará em Brasília por pelo menos um ano. Depois, iniciam-se ciclos de mudança para o exterior e retornos a Brasília. Normalmente, o diplomata vai para o exterior, onde fica três anos em um Posto, mais três anos em outro Posto, e retorna a Brasília, onde fica alguns anos, até o início de novo ciclo. Mas há espaço para flexibilidades. O diplomata poderá sair para fazer um Posto apenas, ou fazer três Postos seguidos antes de retornar a Brasília. Isso dependerá da conveniência pessoal de cada um. Ao final da carreira, o diplomata terá passado vários anos no exterior e vários no Brasil, e essa proporção dependerá essencialmente das escolhas feitas pelo próprio diplomata. Para evitar que alguns diplomatas fiquem sempre nos “melhores Postos” – um critério, aliás, muito relativo – e outros em Postos menos privilegiados, os Postos no exterior estão divididos em [quatro] categorias, [A, B, C e D], obedecendo a critérios não apenas de qualidade de vida, mas também geográficos, e é seguido um sistema de rodízio: após fazer um Posto C, por exemplo, o diplomata terá direito a fazer um Posto A [ou B], e após fazer um Posto A, terá que fazer um Posto [B, C ou D].
AS PROMOÇÕES
Ao tomar posse no Serviço Exterior, o candidato aprovado no concurso torna-se Terceiro-Secretário. É o primeiro degrau de uma escalada de promoções que inclui, ainda, Segundo-Secretário, Primeiro-
-Secretário, Conselheiro, Ministro de Segunda Classe (costuma-se dizer apenas “Ministro”) e Ministro de Primeira Classe (costuma-se dizer apenas “Embaixador”), nessa ordem. Exceto pela primeira promoção, de Terceiro para Segundo-Secretário, que se dá por tempo (quinze Terceiros Secretários são promovidos a cada semestre), todas as demais dependem do mérito, bem como da articulação política do diplomata. Nem todo diplomata chega a Embaixador. Cada vez mais, a competição na carreira é intensa e muitos ficam no meio do caminho. Mas, não se preocupem e também não se iludam: a felicidade não está no fim, mas ao longo do caminho!
DIRECIONAMENTO DA CARREIRA
Um questionamento frequente diz respeito à possibilidade de direcionamento da carreira para áreas específicas. É possível, sim, direcionar uma carreira para um tema (digamos, comércio internacional, direitos humanos, meio ambiente etc.) ou mesmo para uma região do mundo (como a Ásia, as Américas ou a África, por exemplo), mas isso não é um direito garantido e poderá não ser sempre possível. É preciso ter em mente que a carreira diplomática envolve aspectos políticos, econômicos e administrativos, e que existem funções a serem desempenhadas em postos multilaterais e bilaterais em todo o mundo, e n~o só nos países mais “interessantes”. Diplomatas est~o envolvidos em todas essas variantes e, ao longo de uma carreira, ainda que seja possível uma certa especialização, é provável que o diplomata, em algum momento, atue em áreas distintas daquela em que gostaria de se concentrar.
ASPECTOS PRÁTICOS E PESSOAIS
É claro que a vida é muito mais que promoções e remoções, e é inevitável que o candidato queira saber mais sobre a carreira que o papel do diplomata. Todos precisamos cuidar do nosso dinheiro, da saúde, da família, dos nossos interesses pessoais. Eu tentarei trazem um pouco de luz sobre esses aspectos.
DINHEIRO
Comecemos pelo dinheiro, que é assunto que interessa a todos. Em termos absolutos, os diplomatas ganham mais quando estão no exterior do que quando estão em Brasília. O salário no exterior, no entanto, é ajustado em função do custo de vida local, que é frequentemente maior que no Brasil. Ou seja, ganha-se mais, mas gasta-se mais. Se o diplomata conseguirá ou não economizar dependerá i) do salário específico do Posto , ii) do custo de vida local, iii) do câmbio entre a moeda local e o dólar, iv) do fato de ele ter ou não um ou mais filhos na escola e, principalmente, v) de sua propensão ao consumo. Aqui, não há regra geral. No Brasil, os salários têm sofrido um constante desgaste, especialmente em comparação com outras carreiras do Governo Federal, frequentemente obrigando o diplomata a economizar no exterior para gastar em Brasília, se quiser manter seu padrão de vida. Os diplomatas, enfim, levam uma vida de classe média alta, e a certeza de que não se ficará rico de verdade é compensada pela estabilidade do emprego (que não é de se desprezar, nos dias de hoje) e pela expectativa de que seus filhos (quando for o caso) terão uma boa educação, mesmo para padrões internacionais.
SAÚDE
Os diplomatas têm um seguro de saúde internacional que, como não poderia deixar de ser, tem vantagens e desvantagens. O lado bom é que ele cobre consultas com o médico de sua escolha, mesmo que seja um centro de excelência internacional. O lado ruim é que, na maioria das vezes, é preciso fazer o desembolso (até um teto determinado) para depois ser reembolsado, geralmente em 80% do valor, o que obriga o diplomata a manter uma reserva financeira de segurança.
FAMÍLIA : O CÔNJUGE
Eu mencionei, entre as coisas n~o t~o boas da carreira, “dificuldades no equacionamento da vida familiar”. A primeira dificuldade é o que fará o seu cônjuge (quando for o caso) quando vocês se mudarem para Brasília e, principalmente, quando forem para o exterior. Num mundo em que as famílias dependem, cada vez mais, de dois salários, equacionar a carreira do cônjuge é um problema recorrente. Ao contrário de certos países desenvolvidos, o Itamaraty não adota a política de empregar ou pagar salários a cônjuges de diplomatas. Na prática, cada um se vira como pode. Em alguns países é possível trabalhar. Fazer um mestrado ou doutorado é uma opção. Ter filhos é outra...
Mais uma vez, não há regra geral, e cada caso é um caso. O equacionamento da carreira do cônjuge costuma afetar principalmente – mas não apenas – as mulheres, já que, por motivos culturais, é mais comum o a mulher desistir de sua carreira para seguir o marido que o contrário2.
CASAMENTO ENTRE DIPLOMATAS
Os casamentos entre diplomatas não são raros. É uma situação que tem a vantagem de que ambos têm uma carreira e o casal tem dois salários. A desvantagem é a dificuldade adicional em conseguir que ambos sejam removidos para o mesmo Posto no exterior. A questão não é que o Ministério vá separar esses casais, mas que se pode levar mais tempo para conseguir duas vagas num mesmo Posto. Antigamente, eram frequentes os casos em que as mulheres interrompiam temporariamente suas carreiras para acompanhar os maridos. Hoje em dia, essa situação é exceção, não a regra.
FILHOS
Não posso falar com conhecimento de causa sobre filhos, mas vejo o quanto meus colegas se desdobram para dar-lhes uma boa educação. Uma questão central é a escolha da escola dos filhos, no Brasil e no exterior. No Brasil, a escola será normalmente brasileira, com ensino de idiomas, mas poderá ser a americana ou a francesa, que mantém o mesmo currículo e os mesmos períodos escolares em quase todo o mundo. No exterior, as escolas americana e francesa são as opções mais frequentes,
podendo-se optar por outras escolas locais, dependendo do idioma. Outra questão, já mencionada, é o custo da escola. Atualmente, não existe auxílio-educação para filhos de diplomatas ou de outros Servidores do Serviço Exterior brasileiro, e o dinheiro da escola deve sair do próprio bolso do servidor.
CÉSAR AUGUSTO VERMIGLIO BONAMIGO - Diplomata. Engenheiro Eletrônico formado pela UNICAMP. Pós- graduado em Administração de Empresas pela FGV-SP. Programa de Formação e Aperfeiçoamento - I (PROFA -
I) do Instituto Rio Branco, 2000/2002. No Ministério das Relações Exteriores, atuou no DIC - Divisão de Informação Comercial (DIC), 2002; no DNI - Departamento de Negociações Internacionais, 2003, e na DUEX - Divisão de União Europeia e Negociações Extrarregionais. Atualmente, serve na Missão junto à ONU (DELBRASONU), em NYC.
2 Conforme comunicado do MRE de 2010, é permitida a autorização para que diplomatas brasileiros solicitem passaporte diplomático ou de serviço e visto de permanência a companheiros do mesmo sexo. Outra resolução, de 2006, já permitia a inclusão de companheiros do mesmo sexo em planos de assistência médica.
Para tornar-se diplomata, é necessário ser aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), que ocorre todos os anos, no primeiro semestre (normalmente). O número de vagas do CACD, em condições normais, depende da vacância de cargos. Acho que a quantidade normal deve girar entre 25 e 35, mais ou menos. Desde meados dos anos 2000, como consequência da aprovação de uma lei federal, o Ministério das Relações Exteriores (MRE/Itamaraty3) ampliou seus quadros da carreira de diplomata, e, de 2006 a 2010, foram oferecidas mais de cem vagas anuais. Com o fim dessa provisão de cargos, o número de vagas voltou ao normal em 2011, ano em que foram oferecidas apenas 26 vagas (duas delas reservadas a portadores de deficiência física4). Para os próximos concursos, há perspectivas de aprovação de um projeto de lei que possibilitará uma oferta anual prevista de 60 vagas para o CACD, além de ampliar, também, as vagas para Oficial de Chancelaria (PL 7579/2010). Oficial de Chancelaria, aproveitando que citei, é outro cargo (também de nível superior) do MRE, mas não integra o quadro diplomático. A remuneração do Oficial de Chancelaria, no Brasil, é inferior à de Terceiro-Secretário, mas os salários podem ser razoáveis quando no exterior. Já vi muitos casos de pessoas que passam no concurso de Oficial de Chancelaria e ficam trabalhando no MRE, até que consigam passar no CACD, quando (aí sim) tornam-se diplomatas.
Para fazer parte do corpo diplomático brasileiro, é necessário ser brasileiro nato, ter diploma válido de curso superior (caso a graduação tenha sido realizada em instituição estrangeira, cabe ao candidato providenciar a devida revalidação do diploma junto ao MEC) e ser aprovado no CACD (há, também, outros requisitos previstos no edital do concurso, como estar no gozo dos direitos políticos, estar em dia com as obrigações eleitorais, ter idade mínima de dezoito anos, apresentar aptidão física e mental para o exercício do cargo e, para os homens, estar em dia com as obrigações do Serviço Militar). Os aprovados entram para a carreira no cargo de Terceiro-Secretário (vide hierarquia na próxima seç~o, “Carreira e Sal|rios”). Os aprovados no CACD, entretanto, não iniciam a carreira trabalhando: há, inicialmente, o chamado Curso de Formação, que se passa no Instituto Rio Branco (IRBr). Por três semestres, os aprovados no CACD estudarão no IRBr, já recebendo o salário de Terceiro-Secretário (para remunerações, ver a próxima seç~o, “Hierarquia e Sal|rios).
O trabalho no Ministério começa apenas após um ou dois semestres do Curso de Formação no IRBr (isso pode variar de uma turma para outra), e a designação dos locais de trabalho (veja as subdivisões do MRE na página seguinte) é feita, via de regra, com base nas preferências individuais e na ordem de classificação dos alunos no Curso de Formação.
3 O nome “Itamaraty” vem do nome do antigo propriet|rio da sede do Ministério no Rio de Janeiro, o Bar~o Itamaraty. Por metonímia, o nome pegou, e o Palácio do Itamaraty constitui, atualmente, uma dependência do MRE naquela cidade, abrigando um arquivo, uma mapoteca e a sede do Museu Histórico e Diplomático. Em Brasília, o Palácio Itamaraty, projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1970, é a atual sede do MRE. Frequentemente, “Itamaraty” é usado como sinônimo de Ministério das Relações Exteriores.
4 Todos os anos, há reserva de vagas para deficientes físicos. Se não houver número suficiente de portadores de deficiência que atendam às notas mínimas para aprovação na segunda e na terceira fases do concurso, que têm caráter eliminatório, a(s) vaga(s) restante(s) é(são) destinada(s) aos candidatos da concorrência geral.
O IRBr foi criado em 1945, em comemoração ao centenário de nascimento do Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira. Como descrito na página do Instituto na internet, seus principais objetivos são:
harmonizar os conhecimentos adquiridos nos cursos universitários com a formação para a carreira diplomática (já que qualquer curso superior é válido para prestar o CACD);
desenvolver a compreensão dos elementos básicos da formulação e execução da política externa brasileira;
iniciar os alunos nas práticas e técnicas da carreira.
No Curso de Formação (cujo nome oficial é PROFA-I, Programa de Formação e Aperfeiçoamento - obs.: n~o sei o motivo do “I”, n~o existe “PROFA-II”), os diplomatas têm aulas obrigatórias de: Direito Internacional Público, Linguagem Diplomática, Teoria das Relações Internacionais, Economia, Política Externa Brasileira, História das Relações Internacionais, Leituras Brasileiras, Inglês, Francês e Espanhol. Há, ainda, diversas disciplinas optativas à escolha de cada um (como Chinês, Russo, Árabe, Tradução, Organizações Internacionais, OMC e Contenciosos, Políticas Públicas, Direito da Integração, Negociações Comerciais etc.). As aulas de disciplinas conceituais duram dois semestres. No terceiro semestre de Curso de Formação, só há aulas de disciplinas profissionalizantes. O trabalho no MRE começa, normalmente, no segundo ou no terceiro semestre do Curso de Formação (isso pode variar de uma turma para outra). É necessário rendimento mínimo de 60% no PROFA-I para aprovação (mas é praticamente impossível alguém conseguir tirar menos que isso). Após o término do PROFA-I, começa a vida de trabalho propriamente dito no MRE. Já ouvi um mito de pedida de dispensa do PROFA I para quem já é portador de título de mestre ou de doutor, mas, na prática, acho que isso não acontece mais.
Entre 2002 e 2010, foi possível fazer, paralelamente ao Curso de Formação, o mestrado em diplomacia (na prática, significava apenas uma matéria a mais). Em 2011, o mestrado em diplomacia no IRBr acabou.
Uma das atividades comuns dos estudantes do IRBr é a publicação da Juca, a revista anual dos alunos do Curso de Formação do Instituto. Segundo informações do site do IRBr, “[o] termo ‘Diplomacia e Humanidades’ define os temas de que trata a revista: diplomacia, ciências humanas, artes e cultura. A JUCA visa a mostrar a produção acadêmica, artística e intelectual dos alunos da academia diplomática brasileira, bem como a recuperar a memória da política externa e difundi-la nos meios diplomático e acadêmico”. Confira a página da Juca na internet, no endereço: http://juca.irbr.itamaraty.gov.bpt-bMain.xml.
Para saber mais sobre a vida de diplomata no Brasil e no exterior, sugiro a conhecida “FAQ do Godinho” (“FAQ do Candidato a Diplomata”, de Renato Domith Godinho), disponível para download no link: http://relunb.files.wordpress.com/2011/08/faq-do-godinho.docx. Esse arquivo foi escrito há alguns anos, então algumas coisas estão desatualizadas (com relação às modificações do concurso, especialmente). De todo modo, a parte sobre o trabalho do diplomata continua bem informativa e atual.
MEUS ESTUDOS PARA O CACD – http://relunb.wordpress.com
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Madrid - Viajante Extraordinário

A capital da Espanha é o destino ideal para quem quer ver a cultura espanhola de perto estando em um ambiente moderno e cosmopolita. Madrid é o centro geográfico, cultural e econômico da Espanha. E nela é fácil perceber o forte espírito espanhol estampado na rotina dos seus habitantes, boa parte vinda das diversas regiões do país. Além de prédios, praças e monumentos lindos, a cidade integra a rota das principais exposições de arte e musicais do mundo. Também é um importante destino do turismo LGBT, Chueca, o bairro gay de Madrid, é um dos mais completos da Europa, com praças, bares, cafés, baladas, academias e até uma igreja voltada para esse público. Se depois de passar o dia rodando entre os museus e parques o visitante quiser descansar, terá que esperar o retorno à casa, pois Madrid não dorme. De segunda a domingo há um leque diversificado de opções: boa gastronomia, música ao vivo, exposições de arte etc. Não te apetece? Então que tal simplesmente tomar uma caña nas terrazas antes de sair para dançar até o amanhecer? Madrid não para, e nem você deveria. ¿Vamos?
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Warland Idle journey - Desenvolvimento da semana #2

Warland Idle journey - Desenvolvimento da semana #2
Progresso até o dia 26/07/2020

Estudo e elaboração das fórmulas de evolução

Como todo bom RPG, o design do Warland busca cumprir o objetivo de provocar uma sensação de evolução satisfatória no jogador, nós queremos que o jogador sinta que está ficando mais forte a medida que obtém recursos e evolui no jogo.
Por isso é importante determinar corretamente quantos pontos de vida cada campeão terá em cada nível, quantos pontos de atributos, qual o bônus ele receberá ao subir de ranking e etc.
Nessa semana nós focamos o nosso trabalho em estudar várias opções de fórmulas de atributos e escolher a que funcionaria melhor para transmitir essa sensação ao jogador.

Estratégia ou força bruta?

Nós perguntamos a nossos apoiadores se um time de determinado ranking deveria ser capaz de vencer um adversário de ranking maior, caso a estratégia correta fosse utilizada. A resposta foi unanime:
A estratégia precisa valer mais que a força!
Com esse pensamento em vista, buscamos elaborar os atributos dos campeões de forma que mesmo que seu time seja de um nível mais baixo ou de ranking menor, se você conseguir criar uma boa estratégia, que seja coerente para explorar os pontos fracos do time inimigo, você será capaz de derrotar adversários mais fortes numericamente.

Como será o sistema de evolução do Warland?

Nós queremos que o jogador tenha mais liberdade de escolha e não fique preso por limitações inúteis durante sua experiência, como por exemplo ficar resetando campeões para evoluir outro.
É muito comum em outros jogos uma mecânica onde você gasta moedas para resetar um herói e recuperar os recursos gastos com ele para evoluir outro herói e testar outras estratégias, e nós achamos que se for pro jogador poder ficar trocando o herói ele não deveria precisar ficar clicando em tantos botões desnecessariamente, isso poderia ser mais simples.
Por conta disso, no Warland nós teremos uma evolução muito mais ligada aos edificios da Capital do jogador.

A capital e seus edifícios

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No Warland, cada edifício da capital terá um papel muito importante na evolução do jogador:
  • Quartel: O quartel é o lugar onde os campeões se preparam para batalha. O nível do quartel determina o nível de todos os campeões do jogador.
  • Academia: A academia é um lugar de pesquisa e aprendizado das técnicas mágicas que foram herdadas pelos clãs. Evoluir a Academia liberará pontos de talentos para o jogador customizar suas build de heróis.
  • Laboratório Alquímico: O Laboratório é um lugar de estudo sobre a Alquimia, e o seu nível influenciará a força dos artefatos equipados nos heróis.
  • Templo: No templo os campeões absorvem as Pedras das Almas para aumentar seu Ranking e Eficiência de Magia.
  • Trono: O Trono é o lugar onde o Imperador assume seu poder e influencia no seu império. Evoluir o Trono aumentará o nível máximo que pode ser alcançado pelos outros edifícios.
Como vocês podem perceber, no Warland não será possível evoluir os campeões individualmente, em vez disso, o jogador irá evoluir seu quartel, e os campeões terão o mesmo nível do quartel.
Isso permitirá que o jogador tenha todos os heróis acessíveis em nível alto para montar o time que quiser sem precisar ficar resentando nem fazendo malabarismos burocráticos pra explorar os pontos fracos dos adversários.
Nós sabemos que em outros jogos a escolha de evoluir mais um herói do que outro pode ser um fator estratégico interessante, e vamos manter essa possibilidade graças ao sistema de Talentos que irei apresentar pra vocês em um outro post, aguardem.
Além do nível, o Ranking também determinará a força dos Campeões. Em outros jogos vocês podem estar acostumados com o sistema de Ascenção, pois o Ranking é um sistema parecido, porém com algumas particularidades.

Sistema de Rankings e Eficiência

Cada herói possui um Ranking que varia entre:
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Cada Ranking possui uma Eficiência que varia de 0% a 100%.
O Ranking e a Eficiência aumentam os atributos básicos do herói, que são o poder de ataque, defesa e pontos de vida. Quanto maior o Ranking e Eficiência, mais atributos o herói possui.
Para aumentar a Eficiência é necessário sacrificar outros campeões até ela chegar em 100%, quando a Eficiência chega em 100% é necessário sacrificar uma cópia idêntica do campeão de mesmo Ranking para ele ser promovido para o próximo Ranking (para promoção não importa a Eficiência do campeão sacrificado, apenas o Ranking).
Regras de aprimoramento da Eficiência:
Aprendiz (+0% nos status base):
  • Sacrificar outro aprendiz aumenta bastante a Eficiência
  • Cada 1% de eficiência aumenta os status base em 0.25%
Amador (+50% nos status base):
  • Sacrificar outro aprendiz aumenta um pouco a Eficiência
  • Sacrificar outro amador aumenta bastante a Eficiência
  • Cada 1% de eficiência aumenta os status base em 0.25%
Profissional (+100% nos status base):
  • Sacrificar outro amador aumenta um pouco a Eficiência
  • Sacrificar outro profissional aumenta bastante a Eficiência
  • Cada 1% de eficiência aumenta os status base em 0.25%
Veterano (+150% nos status base):
  • Sacrificar outro profissional aumenta um pouco a Eficiência
  • Sacrificar outro veterano aumenta bastante a Eficiência
  • Cada 1% de eficiência aumenta os status base em 0.25%
Supremo (+200% nos status base):
  • Sacrificar outro Supremo aumenta um pouco a Eficiência
  • Cada 1% de eficiência aumenta os status base em 1%
O Ranking máximo do jogo no lançamento será Supremo 100% onde o herói terá +300% nos status base.
OBS: Esses valores e nomenclaturas ainda podem sofrer alterações até o lançamento

Curvas de Poder

Após todo esse estudo e análise, elaboramos a seguinte fórmula matemática que irá determinar a força do campeão em cada nível do jogo, representamos a fórmula com o seguinte gráfico:
https://preview.redd.it/vnp316de62d51.png?width=983&format=png&auto=webp&s=09aa275303291fa19cb727e5f434c984def9acc7
O Eixo horizontal representa o nível do Campeão e o Vertical representa o seu poder.
Essa fórmula permitirá que mesmo Campeões mais fracos consigam explorar as fraquezas de campeões mais fortes, possibilitando que a estratégia do jogador se sobressaia aos atributos.
Estamos ansiosos pra ver isso funcionando na prática, e obviamente, podemos precisar fazer ajustes até o lançamento do jogo, mas por hora esse foi o resultado do planejamento que fizemos nessa semana e estamos bastante felizes com os testes que realizamos.

Fórmulas de Farm AFK

Farm dentro do capítulo:

A medida que o jogador avança pelo mapa da Jornada, ele tomará o controle de pontos de interesse que irão aumentar seu Farm AFK em determinado recurso:

https://preview.redd.it/4yssgzah62d51.jpg?width=525&format=pjpg&auto=webp&s=4bec5cc6d0bd05939761885bd9cb7e79114f2327
Os pontos de interesse estarão separados por caminhos diferentes, e poderão liberar minas de ouro, zonas de batalha, minas de cristais e outros recursos que serão importantes para a evolução dos edifícios do jogador.
Escolher qual caminho seguir irá impactar na velocidade de produção de cada tipo de recurso, se você estiver precisando de ouro, poderá optar em ir pelo caminho com mais minas de ouro, e assim você terá um controle maior do Farm de recurso que mais precisa.

Farm após completar o capítulo:

Após completar um capítlo da jornada, o jogador tomará o controle do império daquele capítulo, assim poderá escolher um Campeão para ficar de General daquele Império:

https://preview.redd.it/njup328l62d51.jpg?width=525&format=pjpg&auto=webp&s=3b0d294f7cbe97a90412de3825849e9b9b28d8f6
Cada Campeão terá uma profissão, e a profissão do General que você escolher para ficar em determinado império concederá um bônus em determinado recurso produzido ali. Por exemplo, se você colocar um campeão com a profissão “Ourives” como general de um Império, todo a produção de Ouro daquele império receberá um bônus.

Curvas de Evolução

Após todo esse estudo e análise, elaboramos a seguinte fórmula matemática que irá determinar o tempo médio necessário para evoluir o quartel do jogador, representamos a fórmula com o seguinte gráfico:
https://preview.redd.it/sfeq6bum62d51.png?width=1232&format=png&auto=webp&s=1bfdbe87842b87b42abc3635b5cedf734f4bef18
O eixo horizontal representa a quantidade de dias jogados e o vertical o nível médio alcançado.
Percebam que nos primeiros dias de jogo será muito fácil subir de nível, mas a medida que você vai evoluindo vai ficando cada vez mais difícil subir de nível. Isso é uma fórmula clássica presente em todos os RPGs, o nosso trabalho aqui foi o de adaptar esses números para o nosso jogo.

Conclusão

Esperamos que vocês tenham gostado do que viram até aqui, e sintam-se a vontade para nos procurar em nossas redes sociais e grupos para tirar dúvidas ou trazer sugestões.
Fiquem de olho para as novidades que estão por vir ;)

Autor: Ivan Miranda
Revisão: Henrique Camêllo
submitted by hccamello to warlandidle [link] [comments]

Open bank

Boa noite pessoal,
O que acham deste novo banco do grupo Santander? Gostei do facto de ter a possibilidade de levantar dinheiro gratuitamente na europa sem taxas até 5 levantamentos e tem umas opções de investimento automatizado em fundos "esg" e com "acessoria da BlackRock".
Descobri por uma amiga minha que quer abrir uma conta nova, mas não sabe onde. Já utilizaram? Que feedback têm? Investiam lá algum capital?
submitted by Papiroful to financaspessoaispt [link] [comments]

Relato de um mochilão pela América Latina - Parte 3

Relato de um mochilão pela América Latina - Parte 3
Anteriormente:
Parte 1
Parte 2

E aí meu povo, hora da parte 3. No final da última parte, terminei relatando que cheguei 20:30 numa pousada ridiculamente barata na minúscula cidade de Joaquin Gonzáles. Até agora esse foi meu trajeto:
Destaquei as cidades nas quais pernoitei
Essa cidadezinha merece um destaque pelo rolê mais aleatório possível: Fui jantar em um restaurante do lado da pousada. Vi que o preço da cerveja estava bom porque pensava que fosse de no máximo 600mL. Era de 1L. E vamos de alcoolismo.

Enquanto meu prato estava sendo preparado, vi um senhor tentando falar inglês com a atendente, que falhava miseravelmente em tentar entender. Fui ver com ele se ele queria ajuda pra que eu traduzisse, ele aceitou, depois de tudo entendido ele me convidou para a mesa com o seu amigo e a dona da pousada que eles estavam ficando, que ele ia me pagar uma taça de vinho pela gentileza que fiz. E vamos de alcoolismo

Dois homens, alemães, que estavam percorrendo a américa latina de moto, um deles só falava alemão, então a ordem da mesa era: Ele falava alemão pro amigo, que falava inglês pra mim, que falava espanhol pra dona da pousada, tudo isso enquanto bêbados.

Rendeu muitas risadas, mas precisava dormir, porque amanhã eu necessitava chegar a Jujuy o quanto antes, pois já tinha perdido uma noite que já tinha confirmado com um host do couchsurfing, que entendeu a situação quando mandei mensagem pra ele.

No dia seguinte, estava um tempo horrível, mas fui pra beira da estrada do mesmo jeito. Ninguém parava, que maravilha...

Resolvi ir caminhando até a rodoviária pra ver quando tinha ônibus. Eram 8 da manhã, o próximo era 13:00, com uma conexão ridícula que eu só chegaria em Jujuy tarde da noite (???), voltei pra beira da estrada, uns tornados de areia estavam se formando, pra ajudar.

Eis que para um caminhão e me chama, eu acredito que o caminhão tenha partido do céu, pois 2 minutos depois que eu entrei nele, começou a cair o mundo de chuva. Ele ia me levar até Guemes, uma cidade mais ou menos 1h de Jujuy.

Até dei opções na plaquinhas
Funny story: o caminhão estava indo para Guemes buscar pedras para as obras na ferrovia, justamente as obras cujo responsável foi o homem que me deu carona no dia anterior!

Em Guemes, ele me deixou do lado da rodoviária, vi que tinha um ônibus em 1 hora, resolvi pedir carona mais uns 30 minutos e se não tivesse sucesso, ia de ônibus. Eis que a cidade parecia bem perigosa e veio um noiado pedir dinheiro pra comprar cerveja, me intimidando mas no final me deu uma colher (???). Fiquei com receio e resolvi ir pra rodoviária.

Eu simplesmente APAGUEI no ônibus, quando acordei pensei ter perdido meu destino, mas chegaríamos em 10 minutos, acordei na hora certa!

Chegando em Jujuy, por ser capital de província, pensei "deve ter WiFi" (eu não tinha chip de internet argentino, por mais que era ridiculamente barato). Não tinha, nem lugar pra vender, e agora?

Meu host tinha me mandado seu endereço, beeem longe da rodoviária. Resolvi ir na barraca de informações turísticas pedir qual ônibus eu precisava pegar, lá, explicando minha situação, as meninas que trabalhavam se ofereceram pra ligar pro meu host pra eu falar com ele, queridas!

Falei com meu host, que comentou que estava bem próximo dali, e que ia me buscar. Encontrei ele junto com um casal de espanhóis que também iam se hospedar com ele por uns dias. Conversamos bastante.

Vale explicar um pouco sobre esse host: É um senhor de uns 70 anos de idade, que faz 2 anos que sua esposa faleceu, como seus filhos estão em Mendoza estudando, ele naturalmente se sentia muito sozinho, para "burlar" isso, resolveu abrir sua casa (gigantesca) para o couchsurfing, em 2 anos ele hospedou mais de 500 pessoas. Contou que já teve finais de semana que tinham 10 pessoas ao mesmo tempo em sua casa, ocupando todos os quartos e acampando no quintal. Ele é a pessoa mais gente boa que eu já conheci, nos tratando como seus filhos.

Ele é medico, e tem uma mulher que cozinha refeições pra ele, que vai todo dia buscar no centro, com seus potes. Ele e os espanhóis estavam buscando a comida, me pegaram e fomos para sua casa.

Lá, conheci mais uma guria que estava hospedada com ele. Malaia. Com isso a situação das línguas era engraçada: Na maioria do tempo era falado espanhol, porém quando a Malaia estava na conversa, era em inglês. E ainda, a espanhola tinha feito intercâmbio pra Portugal,falando português comigo.

De noite, os espanhóis me apresentaram sua ideia: Naquela região há várias cidadezinhas históricas e com várias opções de turismo, portanto foi sugerido de alugarmos um carro para explorar, como estávamos em 3 para isso, anunciamos no couchsurfing, onde rapidamente encontramos mais um cara parceiro. Então no dia seguinte partimos para alugar um carro.

Naquela região a cultura de dar carona era MUITO maior, e toda hora tinha gente pedindo carona na estrada para ir para essas cidadezinhas, inclusive quando estávamos com o carro, demos carona para umas 5 pessoas no total, eu acho. Dentro dos vários lugares, o ponto principal foi o Cerro das 14 cores, muuuuito lindo:
É uma pena que eu sou daltônico...
Na volta, o nosso companheiro do CS que foi junto (e era de Jujuy) estava louco para que provássemos "Humita" a todo custo, porém em cada cidadezinha que parávamos, QUANDO tinha, era muito caro, ele só falava bem desse prato então naturalmente fiquei curioso. No final das contas deixamos pra pegar no próximo dia em Jujuy mesmo, que seria mais barato.

No outro dia, ainda tínhamos a manhã com o carro, fomos para uma lagoa muuuito bonita:

Papel de parede do Windows
Na volta, devolvemos o carro e fomos catar as famosas "Humitas", fomos em um mercado de rua NEM UM POUCO higiênico, mas lá tinha as humitas, compramos.

Para a minha decepção, aquilo lá era PAMONHA só que com outro nome. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Continua...
PARTE 4: https://www.reddit.com/brasil/comments/glo5pa/relato_de_um_mochil%C3%A3o_pela_am%C3%A9rica_latina_parte_4/
submitted by flagr97 to brasil [link] [comments]

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